Um homem de 55 anos de idade, portador de infecção pelo HIV,
diabético do tipo II, hipertenso, em terapia antiretroviral,
estável há 6 anos, com contagem de linfócitos CD4 de 980 células/mm3 (valor de referência < 1 000 células/mm3 ) e carga
viral indetectável (< 25 cópias/mL), apresentou quadro de
perda súbita e transitória da consciência, com queda da própria
altura e recuperação espontânea. Na semana seguinte ao
episódio, procurou o médico clínico que o acompanha; a
hipertensão arterial e o diabetes mellitus mantinham-se
controlados. O paciente relatou que, desde o episódio
mencionado, sente “palpitações” e “pulso acelerado”. O
médico observou no exame cardiovascular: frequência
cardíaca = 105 bpm; pressão arterial = 140 x 90 mmHg, ritmo
cardíaco irregular, achados que não haviam sido até então
documentados em 10 anos de seguimento ambulatorial do
paciente. O eletrocardiograma realizado naquela ocasião
mostra ausência de ondas P e intervalos RR muito irregulares.