A resistência bacteriana aos antimicrobianos é um grave ...
Cepas de estafilococos mostram-se resistentes aos glicopeptídeos por genes modificadores da bomba de efluxo.
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Tema central: Resistência bacteriana aos glicopeptídeos em estafilococos
A resistência bacteriana é um dos maiores desafios da infectologia moderna, principalmente em ambientes hospitalares. Staphylococcus aureus tem grande destaque devido à sua notória capacidade de adquirir resistência a múltiplas opções terapêuticas, inclusive antimicrobianos de última linha como a vancomicina (um glicopeptídeo).
Comentário sobre a alternativa correta:
A alternativa E) errado está correta porque a principal base fisiopatológica da resistência de estafilococos aos glicopeptídeos não envolve bombas de efluxo. Segundo o “Manual de Microbiologia – ANVISA”, a resistência intermediária (“GISA”) ocorre por espessamento da parede celular, dificultando a penetração do antimicrobiano. Já a resistência de alto nível (“VRSA”) envolve a aquisição do gene vanA, resultando na substituição do terminal D-Ala-D-Ala do peptidoglicano por D-Ala-D-Lac, o que diminui a afinidade da vancomicina pelo seu alvo bacteriano.
Pontos-chave para concursos:
- Bombas de efluxo são mecanismos de resistência comuns em enterobactérias e Pseudomonas, mas não constituem o principal fator em glicopeptídeos e estafilococos.
- Espessamento da parede celular e substituição de precursores no peptidoglicano são as principais vias, conforme destacado nas diretrizes nacionais da ANVISA.
Análise crítica da alternativa incorreta:
Pegadinha clássica: Muitos candidatos associam “bomba de efluxo” genericamente à resistência, mas é preciso associar o mecanismo com o fármaco e bactéria específicos. Para glicopeptídeos e estafilococos, a literatura e protocolos oficiais brasileiros não apontam bombas de efluxo como causadoras principais dessa resistência.
Segundo o Manual de Microbiologia – Módulo 10: “o mecanismo mais importante de resistência aos glicopeptídeos é o espessamento da parede celular e a produção de terminais D-Ala-D-Ala livres, ou a presença do gene vanA, levando à substituição por D-Ala-D-Lac.”
Estratégia de prova: Associe sempre mecanismos específicos de resistência a grupos bacterianos e antimicrobianos! Se a questão trouxer termos genéricos, busque identificar se correspondem ao caso específico descrito.
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Resistência aos glicopeptídeos:
O mecanismo de resistência nessas cepas se dá pela existência de um espessamento importante da parede celular bacteriana do S. aureus, que dificulta a penetração dos glicopeptídeos. Não foi descrito um gene específico, relacionado a essa resistência. Esse mecanismo de resistência ainda não está claro, mas estudos sugerem que esse fenômeno pode ser mediado pelo acúmulo de material ou por alterações na parede celular.
Referência:(www)anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/modulo3/gramp_staphylo5.htm
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