Uma mulher de 40 anos de idade, branca, casada, procura o
Serviço de Emergência queixando-se de dor abdominal
epigástrica em todo o hemi-abdome superior, intensa,
contínua, com irradiação para o dorso e acompanhada de
náuseas e vômitos há 24 horas. Não refere história de doença
pregressa, etilismo, tabagismo e uso de medicamentos.
Informa ter 4 filhos. Ao exame físico apresenta-se
desconfortável no leito. Encontra-se afebril, com FC = 110 bpm,
PA = 100 x 60 mmHg, pele com discreta sudorese, mucosas
coradas e escleróticas ictéricas 1+/4+. Ao exame do abdome
observam-se ruídos hidroaéreos presentes; abdome flácido,
com dor à palpação no hemi-abdome superior e ausência de
visceromegalias. Os exames laboratoriais mostram:
hemograma com 15 400 leucócitos/mm³ (valores de referência = 3 800 a 10 600/mm3 ) com neutrofilia; glicose = 130 mg/dL
(valor de referência = 99 mg/dL); amilase = 1 240 U/L (valor de
referência = 30 a 225 U/L); lipase = 600 U/L (valor de referência
= 3 a 43 U/L), bilirrubinas totais = 5,2 mg/dL (valor de
referência < 1,3 mg/dL), com fração direta de 2,0 mg/dL (valor
de referência < 0,4 mg/dL); alanino-amino-transferase = 162 UI/L (valor de referência = < 35 UI/L); aspartato-aminotransferase = 87 UI/L (valor de referência < 30 UI/L). A
radiografia simples de abdome mostra padrão inespecífico de
distribuição de gases, sem evidência de pneumoperitônio.
Diante do quadro apresentado, a principal hipótese
diagnóstica é