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Q3155708 Biomedicina - Análises Clínicas
“A resistência microbiana está associada a fatores como uso indiscriminado de antibióticos e pressão seletiva” (WHO, 2020). Qual mecanismo está relacionado à resistência das bactérias aos betalactâmicos?
Alternativas

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O tema central da questão é resistência bacteriana aos antibióticos beta-lactâmicos, um problema significativo na prática clínica. Os beta-lactâmicos, que incluem penicilinas e cefalosporinas, atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana, essencial para a sobrevivência das bactérias. No entanto, a resistência a esses antibióticos é uma preocupação crescente, principalmente devido à produção de enzimas chamadas beta-lactamases.

A alternativa B - Produção de beta-lactamases que inativam os antibióticos é a correta. As beta-lactamases são enzimas que hidrolisam o anel beta-lactâmico dos antibióticos, tornando-os ineficazes. Este é um dos principais mecanismos de resistência a beta-lactâmicos em bactérias como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. A produção dessas enzimas é frequentemente mediada por genes localizados em plasmídeos, que são facilmente transferidos entre bactérias, aumentando a propagação da resistência.

Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:

A - Alteração da permeabilidade da membrana externa: Este mecanismo é mais comumente associado à resistência a antibióticos hidrofílicos que dependem de porinas para entrar na célula bacteriana, como é o caso de alguns aminoglicosídeos. Não é o principal mecanismo de resistência aos beta-lactâmicos.

C - Expulsão do antibiótico por bombas de efluxo: As bombas de efluxo são sistemas que expulsam o antibiótico da célula bacteriana, reduzindo sua concentração intracelular. Embora este mecanismo exista, ele é mais relevante em antibióticos como tetraciclinas e quinolonas, e não é o principal mecanismo para beta-lactâmicos.

D - Alteração na subunidade 30S dos ribossomos: Esta alteração está relacionada à resistência a antibióticos que inibem a síntese proteica, como os aminoglicosídeos e tetraciclinas. Os beta-lactâmicos, por outro lado, atuam na parede celular, e não nos ribossomos.

E - Supressão da biossíntese de peptidoglicano: Embora os beta-lactâmicos atuem inibindo a síntese do peptidoglicano, a resistência não ocorre por supressão dessa via, mas sim por inativação enzimática dos antibióticos.

Para questões de resistência antimicrobiana, é crucial entender o mecanismo específico pelo qual a resistência é adquirida, pois isso influencia diretamente na escolha do tratamento e no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.

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⚕️QUESTÃO SOBRE MECANISMO DE RESISTÊNCIA AOS BETALACTÂMICOS

✅ALTERNATIVA CORRETA: [B] Produção de beta-lactamases que inativam os antibióticos.

JUSTIFICATIVA.

A principal forma de resistência das bactérias aos betalactâmicos é a produção de beta-lactamases, que são enzimas capazes de hidrolisar o anel beta-lactâmico presente na estrutura desses antibióticos, tornando-os inativos. Essa resistência é particularmente comum em Enterobacteriaceae, como E. coli e Klebsiella pneumoniae, entre outras bactérias gram-negativas.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

❌ [A]: Alteração da permeabilidade da membrana externa é um mecanismo de resistência a antibióticos como aminoglicosídeos, mas não é o principal mecanismo de resistência aos betalactâmicos.

❌ [C]: Expulsão do antibiótico por bombas de efluxo é um mecanismo de resistência que está mais associado a antibióticos como tetraciclinas e fluoroquinolonas, não aos betalactâmicos.

❌ [D]: Alteração na subunidade 30S dos ribossomos é um mecanismo de resistência a antibióticos aminoglicosídeos, não aos betalactâmicos.

❌ [E]: Supressão da biossíntese de peptidoglicano não é um mecanismo de resistência. Pelo contrário, os betalactâmicos atuam na inibição da síntese de peptidoglicano, tornando-se ineficazes quando as bactérias são resistentes por outros mecanismos.

⏳RESUMO:

A resistência aos betalactâmicos está principalmente associada à produção de beta-lactamases, enzimas que hidrolisam o antibiótico, inativando-o.

‼️PONTOS CHAVE

Beta-lactamases são enzimas bacterianas responsáveis por inativar os antibióticos betalactâmicos.

Alteração da permeabilidade da membrana externa é mais relevante para resistência a outros antibióticos, como aminoglicosídeos.

Expulsão por bombas de efluxo é um mecanismo de resistência a tetraciclinas e fluoroquinolonas, não aos betalactâmicos.

Alteração na subunidade 30S dos ribossomos está relacionada a resistência a aminoglicosídeos.

Supressão da biossíntese de peptidoglicano não é um mecanismo de resistência aos betalactâmicos.

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