Paciente do sexo feminino, 46 anos, imunossuprimida por trat...

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Q3875636 Medicina
Paciente do sexo feminino, 46 anos, imunossuprimida por tratamento de lúpus eritematoso sistêmico, inicia há 48 horas com quadro de febre alta (39ºC), associado a tosse com expectoração amarelada e dor pleurítica em base de hemitórax direito. Procura a emergência apresentando taquipnéia, com frequência respiratória de 34rpm e saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente. Teste rápido de COVID negativo. É submetida a radiografia de tórax que demonstra pneumonia lobar em lobo inferior do pulmão direito. É internada e inicia tratamento com ceftriaxone e azitromicina. Em 72 horas de tratamento não apresenta melhora clínica. Neste momento a conduta mais adequada é:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Na pneumonia lobar com tratamento adequado e ausência de melhora clínica após cerca de 72 horas, o passo correto é reavaliar a falha terapêutica e pesquisar complicações pleuropulmonares por imagem, em vez de ampliar empiricamente o antibiótico; isso sustenta a alternativa E.

Tema central: Pneumonia não responsiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ausência de melhora em 72 horas não indica, por si só, troca empírica imediata para antibiótico de maior espectro. O manejo correto da pneumonia não responsiva começa com reavaliação diagnóstica e busca de complicações anatômicas, que podem explicar a persistência dos sintomas.
B
Errada
Está errada porque intubação orotraqueal depende de insuficiência respiratória/ventilatória, hipoxemia grave, incapacidade de proteger a via aérea ou exaustão respiratória. O enunciado não descreve esses critérios.
C
Errada
Está errada porque o quadro é agudo, com 48 horas de evolução, febre alta, expectoração amarelada e consolidação lobar, o que favorece pneumonia bacteriana aguda, não tuberculose como hipótese prioritária. Além disso, ADA é mais útil na avaliação de derrame pleural, e não como exame inicial de escarro nesse contexto.
D
Errada
Está errada porque não há base clínica, radiológica ou microbiológica para supor micose pulmonar específica nem para adicionar itraconazol empiricamente. A imunossupressão isoladamente não autoriza esse escalonamento.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a falta de resposta clínica em 48–72 horas exige revisão do diagnóstico e busca de complicações locais, como derrame parapneumônico, empiema, abscesso, progressão da consolidação ou obstrução. A repetição da imagem torácica é apropriada para essa reavaliação. No caso, há pneumonia lobar documentada, tratamento inicial com ceftriaxone e azitromicina e ausência de melhora após 72 horas, sem sinais descritos de colapso respiratório ou hemodinâmico que mudem a prioridade.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'não melhorou em 72 horas' e 'precisa ampliar antibiótico'. O critério correto é reavaliar e procurar complicações por imagem antes de escalonar empiricamente.
Dica para questões semelhantes
  • Em pneumonia sem resposta em 48–72 horas, pense primeiro em falha terapêutica por complicação local ou diagnóstico alternativo, não em resistência automática.
  • Nova imagem torácica, nesse cenário, serve para investigar derrame parapneumônico, empiema, abscesso ou progressão da doença.
  • Intubação só entra como resposta quando o enunciado trouxer critérios de insuficiência respiratória ou ventilatória.
  • Imunossupressão aumenta o cuidado com diagnósticos diferenciais, mas não substitui a reavaliação objetiva antes de ampliar tratamento empiricamente.

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