O desenvolvimento de insuficiência renal aguda no curso de ...
O desenvolvimento de insuficiência renal aguda no curso de síndrome nefrótica ocorre em algumas circunstâncias. Assinale a opção que identifica um exemplo de uma dessas situações
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Tema central: A questão aborda complicações da síndrome nefrótica que podem levar à insuficiência renal aguda (IRA), um tema recorrente nos concursos para médicos. Entender os mecanismos pelos quais a função renal pode se deteriorar nesses pacientes é essencial para atuar na assistência com segurança clínica.
Análise da alternativa correta (D – Trombose das veias renais):
Na síndrome nefrótica ocorre hipercoagulabilidade pela perda urinária de anticoagulantes naturais (anticloagulante, antitrombina III), aumento da agregação plaquetária e alterações na cascata da coagulação. Um quadro temido é a trombose das veias renais, que pode resultar em queda abrupta da filtração glomerular — caracterizando insuficiência renal aguda.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome Nefrótica do Ministério da Saúde: “as principais manifestações são hiperlipidemia, hipercoagulabilidade, com aumento do risco de trombose venosa ou arterial, hipertensão arterial sistêmica, insuficiência renal aguda e infecções.”
A apresentação clínica pode ser insidiosa, mas a perda súbita da função renal deve sempre levantar a hipótese de trombose venosa. Diagnóstico: exames de imagem (USG Doppler, angio-TC).
Análise das alternativas incorretas:
A) Hiperlipidemia: comum na síndrome nefrótica, mas não leva diretamente à IRA. O impacto é vascular crônico, não agudo.
B) Obstrução ureteral parcial por cálculo: embora cálculos renais possam causar IRA, eles não são complicação típica da síndrome nefrótica.
C) Uso de esteróide em pulso: os corticoides são tratamento padrão nesta condição, e não desencadeiam insuficiência renal aguda em si; pelo contrário, visam preservar a função renal.
E) Uso profilático de heparina: a profilaxia pode reduzir o risco trombótico. Não é causa da insuficiência renal aguda e, quando usada corretamente, está alinhada aos protocolos clínicos.
Pegadinhas da questão: Fique atento a detalhes: causas relacionadas à síndrome nefrótica e ao desencadeamento da IRA. Lembre-se que o hipercoagulável é a base fisiopatológica chave.
Conselho final: Sempre relacione a clínica ao risco tromboembólico — tanto na análise de casos quanto em provas. Diretrizes como as do Ministério da Saúde e literatura como o Harrison's Principles of Internal Medicine reforçam este ponto para fundamentação segura.
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