As urolitíases são relativamente frequentes em cães e causa...

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Q738578 Veterinária

As urolitíases são relativamente frequentes em cães e causam alterações sistêmicas nesses animais. Com relação a essa afecção, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.

( ) Os urólitos são concreções de minerais, com pequena porção de matriz proteica que se forma no trato urinário.

( ) A bexiga é o local mais comum de formação de urólitos.

( ) A formação de urólitos de estruvita na bexiga urinária é mais provável em uma urina alcalina.

( ) O exame de urina de cão com urolitíase pode revelar hematúria, piúria, bacteriúria e / ou cristalúria.

Assinale a sequência CORRETA.

Alternativas

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Tema central: urolitíase em cães — formação de cálculos urinários que podem causar sinais locais (disúria, hematúria) e repercussões sistêmicas (dor, infecção, obstrução).

Gabarito: D — V V V V

Justificativa das assertivas

1) Composição dos urólitos: Verdadeira. São concreções predominantemente minerais com pequena fração de matriz orgânica/proteica, que atua como núcleo de nucleação e agregação. Evidência em Merck Veterinary Manual e Ettinger & Feldman.

2) Local mais comum: Verdadeira. A bexiga urinária é o sítio mais frequente em cães; uretra também é comum, enquanto rim/uréter são menos prevalentes (Minnesota Urolith Center; BSAVA Manual).

3) Estruvita e pH: Verdadeira. A estruvita (fosfato de magnésio e amônio) forma-se preferencialmente em urina alcalina, especialmente em presença de bactérias urease-positivas (p.ex., Staphylococcus, Proteus) que elevam pH e fornecem amônio. Base clássico do manejo dissolutivo com dieta acidificante e antibiótico quando há infecção (Ettinger; Merck).

4) Achados de urina: Verdadeira. Hematúria (trauma da mucosa), piúria e bacteriúria (quando há ITU associada), e cristalúria podem estar presentes. Atenção: cristalúria não confirma urólito, e pode ocorrer por artefato pós-coleta.

Raciocínio clínico e diagnóstico

- Urinalálise completa: pH, sedimento (hemácias, leucócitos, bactérias, cristais), densidade.

- Cultura urinária: essencial em suspeita de estruvita por ITU.

- Imagem: radiografias (muitos urólitos são radiopacos: estruvita, oxalato), ultrassom para radiotransparentes (urato, cistina) e avaliação da parede vesical.

- Pegadinha: não confundir cristais com cálculos; e lembrar que estruvita em cães costuma ser infecciosa e alcalina, ao contrário de muitos gatos.

Condutas resumidas

- Estruvita infecciosa: dissolução com dieta apropriada + antibiótico guiado por cultura, reavaliações seriadas.

- Outros tipos (oxalato, urato, cistina): não dissolvem facilmente; considerar remoção (cistotomia, microlitotripsia) e prevenção específica.

Por que as alternativas A, B e C estão erradas?

- A (F V V V): marca a 1ª como falsa, mas a composição “mineral + pequena matriz proteica” é correta.

- B (F V F V): além do erro da 1ª, erra a 3ª: estruvita é favorecida por urina alcalina, não ácida.

- C (F V V F): erra a 1ª e a 4ª: urinalálise pode sim mostrar hematúria, piúria, bacteriúria e/ou cristalúria.

Estratégia para a prova: associe “alcalino + urease” → estruvita; “bexiga” → local mais comum; urinalálise com “hemo/pio/bactéria/cristais” é compatível com urolitíase/ITU.

Referências essenciais: Merck Veterinary Manual (Urolithiasis in Small Animals); Ettinger & Feldman, Textbook of Veterinary Internal Medicine; BSAVA Manual of Canine and Feline Nephrology and Urology; Minnesota Urolith Center – recomendações de manejo de urólitos.

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