Na primeira metade do século XX, o ensino da Arte nas escola...
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Tema central: O tema da questão aborda a caracterização do ensino de Arte nas escolas brasileiras na primeira metade do século XX. Nesse período, predominava uma abordagem baseada em práticas pedagógicas diretivas, com ênfase em habilidades manuais, dons artísticos, organização e precisão. Essa perspectiva guiava o ensino mais pelas necessidades práticas imediatas do que pelo desenvolvimento crítico e criativo dos alunos.
Análise do enunciado: Elementos-chave no texto, como "práticas pedagógicas diretivas", "habilidades manuais" e "valorização do hábito de organização e precisão", apontam para um ensino onde o foco era utilitário: formar alunos com habilidades úteis ao trabalho e respostas rápidas a demandas sociais ou econômicas.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte, essa abordagem é descrita como utilitarista e imediatista, pois:
- Utilitarista: A arte era vista como meio de formação de habilidades práticas para o mercado, para o dia a dia, e não como veículo de expressão ou reflexão cultural.
- Imediatista: Priorizava-se a obtenção de resultados rápidos, pautados na repetição de modelos e no ensino de técnicas estabelecidas.
Justificativa da alternativa correta – B:
A alternativa B) utilitarista e imediatista é a correta, pois retrata fielmente o ensino de arte descrito, conforme fundamentam os PCNs e autores como Ana Mae Barbosa e Flávio Desgranges. Essas práticas não estimulavam autonomia, criação ou análise crítica, mas sim respostas úteis e rápidas.
Análises das alternativas incorretas:
- A) Contextualista e culturalista: Errada, pois valoriza o contexto social, a expressão cultural ampla e a diversidade, ideias ausentes no ensino diretivo e repetitivo da época.
- C) Conteudista e tecnicista: Parcialmente correta apenas no aspecto tecnicista, mas "conteudista" implica ensino teórico/conceitual, o que não era prioridade, já que o enfoque era na prática manual e técnica.
- D) Linear e cartesiana: Erro conceitual: apesar da rigidez, linearidade e "cartesianismo" não traduzem o caráter utilitário e de resposta rápida do ensino da época.
- E) Reticular e progressista: Errada, pois refere-se a metodologias abertas, interconectadas e voltadas para o desenvolvimento progressivo — o oposto da prática direta e pragmática citada.
Dica para provas: Em questões sobre história do ensino de Arte, atente-se à diferença entre abordagens voltadas ao "fazer" imediato e ao desenvolvimento reflexivo do aluno. Palavras como "manual", "diretivo" e "precisão" geralmente sinalizam uma visão utilitarista/imediatista.
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