A hipertensão arterial sistêmica apresenta elevada prevalênc...
Gabarito comentado
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Tema central: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) – epidemiologia, diagnóstico preciso, complicações e conduta terapêutica, com ênfase no tratamento em pacientes diabéticos.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está correta ao afirmar que, apesar de diversos anti-hipertensivos poderem ser usados em diabéticos hipertensos, os inibidores da ECA e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA) são os mais indicados, especialmente em casos de nefropatia diabética. Conforme as V Diretrizes Brasileiras de HAS e o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde, esses medicamentos possuem efeito nefroprotetor comprovado: "Quando administrados em longo prazo, os inibidores da ECA retardam o declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética..." (V Diretrizes, p. 30). Eles reduzem proteinúria, perda da função renal e também diminuem risco cardiovascular.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Critérios diagnósticos de HAS são diferentes para adultos e crianças. Os valores de ≥140/90 mmHg valem apenas para adultos. Em crianças, utiliza-se percentis específicos de idade, sexo e altura, como enfatizam as diretrizes da SBC e da SBP. Portanto, há erro ao generalizar.
B) Incorreta. Emergência hipertensiva não é apenas elevação da PA. Ocorre associação de pressão gravemente elevada com lesão aguda em órgão-alvo: SNC (ex: encefalopatia hipertensiva), coração (ex: insuficiência cardíaca aguda), rins (ex: insuficiência renal aguda), etc. Quando não há lesão em órgão-alvo, trata-se de urgência hipertensiva.
C) Incorreta. Hipo/hipertireoidismo podem causar HAS secundária, mas não são as causas mais comuns. As causas mais frequentes: doença renal parenquimatosa, estenose de artéria renal e hiperaldosteronismo primário (V Diretrizes, p. 15).
Dicas de prova:
- Atente-se a termos generalistas ("todos", "sempre") ou critérios que abrangem faixas etárias diferentes sem distinção.
- Reconheça os conceitos-chave: emergência vs. urgência hipertensiva e diferença entre HAS primária e secundária.
- Priorize terapias que mostram benefício adicional (proteção renal além da redução da PA).
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A alternativa correta é: D -
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e antagonistas dos receptores AT1 da angiotensina II (ARBs) são preferidos no tratamento de hipertensão em pacientes diabéticos, principalmente quando há nefropatia diabética. Esses medicamentos oferecem proteção renal, já que inibem a ativação do sistema renina-angiotensina, diminuindo a pressão glomerular e, consequentemente, a progressão da lesão renal. Além disso, ambos têm efeitos benéficos no controle da pressão arterial em diabéticos.
análise das alternativas incorretas
[A]: Um paciente (adulto ou criança) é considerado portador de hipertensão arterial quando, após duas medidas de pressão arterial realizadas em dias distintos, apresentar valores de pressão arterial sistólica e diastólica maiores ou iguais a 140 mmHg e(ou) 90 mmHg, respectivamente: Esta definição está parcialmente correta, mas a pressão arterial elevada em crianças tem critérios diferentes, e os valores de corte para hipertensão arterial em adultos são mais bem definidos para 140/90 mmHg. Contudo, os critérios diagnósticos podem variar conforme as diretrizes, mas a definição de 140/90 mmHg é amplamente utilizada para adultos. A falha é que a questão não aborda a necessidade de confirmar a hipertensão após medidas repetidas.
[B]: As emergências hipertensivas são complicações agudas da hipertensão arterial caracterizadas por elevação súbita das pressões arteriais sistólica e diastólica (crise hipertensiva) não associadas a lesões agudas nos órgãos-alvo da hipertensão arterial: Este conceito está errado. Emergência hipertensiva é justamente caracterizada por elevação súbita da pressão arterial associada a danos agudos em órgãos-alvo, como cérebro, coração ou rins. Já a urgência hipertensiva refere-se a elevações da pressão arterial sem danos agudos nos órgãos-alvo.
[C]: As anormalidades tireoidianas (hipo e hipertireoidismo) representam as causas mais frequentes de hipertensão arterial secundária: Embora as disfunções da tireoide possam causar hipertensão, as causas mais comuns de hipertensão secundária são a doença renal (como a doença renal crônica) e hiperaldosteronismo. As doenças tireoidianas estão entre as possíveis causas, mas não são as mais frequentes.
resumo: A alternativa D está correta ao mencionar a preferência por inibidores da ECA e antagonistas dos receptores AT1 da angiotensina II no tratamento da hipertensão em diabéticos com nefropatia, enquanto as demais alternativas apresentam falhas no entendimento dos critérios diagnósticos e nas definições de emergência hipertensiva, além de uma compreensão imprecisa das causas da hipertensão secundária.
pontos chave
- Anti-hipertensivos em diabéticos: Inibidores de ECA e ARBs são preferidos, principalmente em casos de nefropatia diabética.
- Emergência hipertensiva: Associada a lesões agudas nos órgãos-alvo.
- Hipertensão secundária: Causas mais comuns incluem doenças renais e hiperaldosteronismo, não doenças tireoidianas.
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