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Q464515 História e Geografia de Estados e Municípios
A historiografia tende a valorizar as ações e a memória oficial, sobretudo no que diz respeito a eventos de grande porte, como as guerras ou as revoluções. Em alguns casos, entretanto, a memória popular lembra-se de cenas e acontecimentos diferentes. A este respeito, em Tejucupapo, a memória local preservou a história
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Alternativa correta: C - das mulheres que expulsaram os holandeses com paus, pedras, panelas, água e pimenta.

1. Tema central da questão

A questão aborda a memória popular versus a memória oficial na história de Pernambuco, focando em acontecimentos e personagens valorizados pela população, mas que nem sempre aparecem nos livros escolares ou relatos oficiais. Este é um tema importante porque destaca a pluralidade de agentes históricos e a valorização da cultura local.

2. Resumo teórico

A história das mulheres de Tejucupapo é um exemplo clássico de resistência popular durante as Invasões Holandesas em Pernambuco no século XVII. Nesse episódio, mulheres camponesas, armadas com o que tinham à mão, conseguiram expulsar soldados holandeses, protegendo sua comunidade. O fato, transmitido principalmente pela tradição oral, mostra como diferentes memórias constroem identidades locais e regionais. Fontes confiáveis como o Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco (IHGPE) e obras de historiadores como Evaldo Cabral de Mello reforçam essa narrativa.

Justificativa da alternativa correta (C):

Essa opção faz referência direta ao episódio real ocorrido em Tejucupapo, distrito de Goiana, onde as mulheres entraram para a história local ao defenderem suas terras contra os invasores holandeses, utilizando recursos domésticos em uma impressionante demonstração de coragem e criatividade. É a alternativa alinhada ao conteúdo histórico e à memória popular de Pernambuco.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

  • A: Não há registro histórico de "padres doceiros" como destaque em Tejucupapo. Trata-se de uma criação fictícia.
  • B: Embora indígenas tenham combatido invasores europeus em Pernambuco, o episódio citado envolve mulheres, não "índios bravios".
  • D: "Gêmeos taumaturgos" realizando milagres em praça pública não faz parte da tradição ou memória local de Tejucupapo.
  • E: Embora as "cavalhadas" sejam manifestações culturais no Nordeste, não têm ligação com o episódio histórico de Tejucupapo.

Estratégia de interpretação: Fique atento a palavras-chave no enunciado, como "memória local" e "Tejucupapo". Busque conectar personagens e fatos reconhecidamente associados ao contexto pernambucano, especialmente em questões que diferenciam tradição oral de memória oficial.

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Em 1646, o ano do acontecimento, o distrito possuía apenas uma rua larga, quase uma praça, ladeada por casas simples, destacando-se ao final dela a Igreja de São Lourenço de Tejucupapo, de arquitetura jesuítica, como acontecia com as igrejas erguidas no início da colonização. Mesmo não se conhecendo com exatidão a data real de sua construção, os indícios existentes remontam a meados do século XVII, sabendo-se, com segurança, que em 1630 ela já existia.

Naquele ano os holandeses já haviam praticamente perdido o domínio que durante algum tempo mantiveram sobre quase todo o território pernambucano, e como se encontravam cercados e necessitando desesperadamente de alimentos, cerca de 600 deles, saídos por mar do forte Orange, na ilha de Itamaracá, sob o comandado do almirante Lichthant, tentaram ocupar Tejucupapo, onde esperavam encontrar a farinha de mandioca e o caju que as circunstâncias do momento haviam transformado em produtos pelo qual valia a pena arriscar-se em combate. Segundo os historiadores, eles escolheram justamente o domingo para realizar a investida porque era nesse dia que os homens do vilarejo costumavam ir ao Recife, a cavalo, para vender nas feiras da capital os produtos da pesca. Sendo assim, a localidade estaria menos protegida, acreditavam os holandeses.

Mas foram frustrados em sua intenção porque, segundo alguns relatos, a informação de que se aproximavam iniciou a reação da pequena e valente população local, que tendo à frente quatro mulheres - Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina - lutou bravamente contra os invasores, enquanto os poucos homens que haviam permanecido na localidade ocupavam-se em emboscar os assaltantes, atacando-os à bala e não lhes dando sossego. Os registros informam que elas ferveram água em tachos e panelas de barro, acrescentaram pimenta, e escondidas nas trincheiras que haviam cavado, atacavam os holandeses com a mistura jamais esperada por eles. Seus olhos eram os principais alvos, e a surpresa o melhor ataque. Como saldo da escaramuça, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo flamengos. A batalha durou horas, mas naquele 23 de abril de 1646 as mulheres guerreiras do Tejucopapo saíram vitoriosas..

A batalha de Tejucupapo acontece em 24 de abril de 1946 quando mulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores holandeses, fato considerado como a primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.

Como não lembrar de vocês MULHERES, grandes guerreiras *-*
GUERRA DE TEJUCUPAPO  

  os holandeses já haviam praticamente perdido o domínio que durante algum tempo mantiveram sobre quase todo o território pernambucano, e como se encontravam cercados e necessitando desesperadamente de alimentos,cerca de 600 deles,tentaram ocupar Tejucupapo.

  Segundo os historiadores, eles escolheram justamente o domingo para realizar a investida porque era nesse dia que os homens do vilarejo costumavam ir ao Recife, a cavalo, para vender nas feiras da capital os produtos da pesca. Sendo assim, a localidade estaria menos protegida, acreditavam os holandeses.

  Todavia, os holandeses frustraram-se em sua intenção porque, segundo alguns relatos, a informação de que se aproximavam iniciou a reação da pequena e valente população local, que tendo à frente quatro mulheres lutaram bravamente contra os invasores. 

  Os registros informam que elas ferveram água em tachos e panelas de barro, acrescentaram pimenta, e escondidas nas trincheiras que haviam cavado, atacavam os holandeses com a mistura jamais esperada por eles. Seus olhos eram os principais alvos, e a surpresa o melhor ataque

Mulheres de fibraaaaaa

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