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Q377792 Medicina
Considerando a avaliação e tratamento das infecções relacionadas a cateteres vasculares (ICV), julgue cada uma das proposições seguintes:

A troca de cateter venoso central com fio guia aumenta o risco de ICV.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: A questão aborda infecções relacionadas a cateteres vasculares (ICV), em especial se a troca de cateter venoso central (CVC) por fio-guia aumenta esse risco. Compreender esse conceito é fundamental na rotina do médico intensivista, tendo em vista a alta frequência de manipulação de cateteres em pacientes graves.

Justificativa da alternativa correta (E – Errado):
A afirmativa de que “a troca de cateter venoso central com fio-guia aumenta o risco de ICV” está incorreta. Segundo diretrizes e protocolos nacionais, este método está indicado especificamente para situações de mau funcionamento (ex: obstrução ou ruptura do CVC) e não foi associado ao aumento do risco de infecção, desde que não haja suspeita ou contexto infeccioso envolvido. Como afirma o Protocolo de Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea do ISGH: “Trocas por fio guia deveriam ser realizadas em complicações não infecciosas (ruptura e obstrução)”.

Além disso, o Guia de Utilização de Anti-infecciosos em Infecções Hospitalares da Sociedade Brasileira de Pediatria reforça: “Trocar por fio guia quando houver mau funcionamento do cateter.” Portanto, o procedimento não implica, por si só, em aumento do risco infeccioso, se realizado em condições ideais de assepsia.

Análise crítica das alternativas:

  • C (Certo): Errada. Não há respaldo em evidência científica ou recomendação de protocolo afirmando aumento do risco de infecção pelo simples fato da troca por fio-guia, desde que sejam seguidas orientações de controle de infecção e não haja sinais de contaminação ou suspeita de infecção prévia.
  • E (Errado): Correta. Reflete o consenso das diretrizes e a boa prática clínica na terapia intensiva.

Dica de prova: Observe sempre os termos do enunciado. Nesta questão, o erro está em generalizar um risco que, segundo as diretrizes, não existe se não houver contexto infeccioso. Palavras absolutas (“aumenta o risco...”) devem ser analisadas criticamente à luz das recomendações oficiais.

Estratégia clínica: Quando houver sinais de infecção (ex: febre, secreção no sítio, bacteremia), a troca não deve ser feita por fio-guia e sim por nova punção em outro sítio, conforme orientação do Ministério da Saúde e protocolos hospitalares.

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