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Ano: 2021
Banca:
UNIOESTE
Órgão:
Prefeitura de Garuva - SC
Provas:
UNIOESTE - 2021 - Prefeitura de Garuva - SC - Agente Defesa Civil
|
UNIOESTE - 2021 - Prefeitura de Garuva - SC - Cuidador |
UNIOESTE - 2021 - Prefeitura de Garuva - SC - Motorista de Veículos Leves |
UNIOESTE - 2021 - Prefeitura de Garuva - SC - Motorista de Veículos Pesados |
UNIOESTE - 2021 - Prefeitura de Garuva - SC - Operador de Máquinas |
Q4379611
Não definido
Texto associado
Quando falamos em variação linguística, analisamos os diferentes modos em que é possível expressar-se em uma língua, levando em conta a escolha de palavras, a construção do enunciado e até o tom da fala. A
língua é a nossa expressão básica, e, por isso, ela muda de acordo com a cultura, a região, a época, o contexto,
as experiências e as necessidades do indivíduo e do grupo que se expressa.
Há quatro tipos de variação linguística: histórica (diacrônica), geográfica (diatópica), social
(diastrática) e estilística (diafásica). A primeira diz respeito às mudanças ocorridas na língua com o decorrer
do tempo. Algumas expressões deixaram de existir, outras novas surgiram e outras se transformaram com a
ação do tempo, como o ‘você’, que, no português arcaico, era ‘vossa mercê’.
O segundo tipo de variação refere-se à diferença de linguagem devido à região. Essas diferenças
tornam-se óbvias quando ouvimos um falante brasileiro, um angolano e um português conversando: nos três
países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala. E dentro do próprio Brasil vemos
diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons, sotaques).
A variação social diz respeito às diferenças de acordo com o grupo social do falante. Por exemplo, as
gírias, embora variem histórica e geograficamente, também representam um caso de variação social, estando
mais ligada à faixa etária do falante, geralmente relacionada com a fala informal dos mais jovens. Há, ainda,
expressões informais ligadas a grupos sociais específicos, como os skatistas, e expressões próprias de grupos
profissionais específicos, como aqueles relacionados à área policial, à área médica e à área de marketing, por
exemplo.
Por fim, a variação estilística (diafásica) refere-se ao contexto que exige a adaptação da fala
respeitando a situação da interação social, levando-se em conta ambiente e expectativas dos interlocutores.
Aqui entram as questões de linguagem formal e informal, adequação à norma padrão ou despreocupação com
seu uso. O uso de expressões rebuscadas e o respeito às normas padrão do idioma remetem à linguagem tida
como culta, que se opõe àquela linguagem mais coloquial e familiar. Na fala, o tom de voz acaba tendo papel
importante também. Assim, o vocabulário e a maneira de falar com amigos provavelmente não serão os
mesmos que em uma entrevista de emprego, e também serão diferentes daqueles usados para falar com pais e
avós.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm (com alterações)
Um grupo de capoeiristas pode facilmente falar e entender a expressão “meia-lua”, enquanto pessoas de
fora desse grupo talvez não entendam imediatamente o conceito específico dentro da capoeira. Um jogador
de futebol pode usar a expressão “carrinho” com um sentido que não corresponde ao significado mais comum
do termo e, por isso, pode não ser entendido por pessoas que não gostam de futebol.
Essas situações de uso da língua retratam exemplos de