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Gabarito comentado
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O tema central da questão é o choque neurogênico, uma condição que ocorre após lesão da medula espinhal. O choque neurogênico é caracterizado principalmente por uma perda do tônus simpático, levando a vasodilatação, hipotensão e bradicardia.
Para entender por que a alternativa D é correta, vamos analisar os sinais típicos do choque neurogênico:
- Frequência cardíaca diminuída (bradicardia): Isso ocorre devido à perda do tônus simpático e predominância do sistema parassimpático, uma característica marcante do choque neurogênico.
- Débito urinário normal: Embora o choque possa levar à redução do débito urinário em estágios avançados, inicialmente, a perfusão renal pode ser mantida, resultando em débito urinário normal.
- Extremidades aquecidas: Devido à vasodilatação periférica pela falta de estímulo simpático, as extremidades tendem a ficar aquecidas, em contraste com o choque hipovolêmico, onde elas estariam frias.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
- A - Frequência cardíaca aumentada, débito urinário diminuído e extremidades aquecidas: A frequência cardíaca aumentada é incompatível com o choque neurogênico, pois este normalmente causa bradicardia.
- B - Frequência cardíaca aumentada, débito urinário diminuído e extremidades frias: Além da frequência cardíaca aumentada, extremidades frias são típicas de choque hipovolêmico, não neurogênico.
- C - Frequência cardíaca aumentada, débito urinário normal e extremidades frias: Mais uma vez, a frequência cardíaca aumentada e extremidades frias não são compatíveis com o choque neurogênico.
- E - Frequência cardíaca diminuída, débito urinário normal e extremidades frias: Apesar da bradicardia e do débito urinário normal estarem corretos, as extremidades frias são inconsistentes com o choque neurogênico devido à vasodilatação.
Ao estudar para o concurso, é importante lembrar que o choque neurogênico é um tipo de choque distributivo, e a perda do tônus simpático é um fator-chave que diferencia esse tipo de choque de outros, como o hipovolêmico ou cardiogênico. Recomenda-se a leitura de fontes como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e os artigos do UpToDate para uma compreensão mais aprofundada da fisiopatologia e manejo do choque neurogênico.
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