Considerando a avaliação e tratamento das infecções rel...
A maioria dos dados sugere que a troca rotineira de cateter venoso central, mesmo sem indicação clínica, reduz a taxa de ICV.
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está na prevenção de infecções relacionadas a cateteres vasculares (ICV), especialmente discutindo se a troca rotineira de cateter venoso central (CVC), sem indicação clínica, reduz a incidência dessas infecções em pacientes críticos.
Justificativa da alternativa correta ("E"):
De acordo com diretrizes nacionais e internacionais, a troca rotineira de cateter venoso central (sem indicação clínica) não reduz a taxa de infecção relacionada ao cateter. Pelo contrário, essa prática pode aumentar riscos, como complicações mecânicas, hemorragias e tromboses. A revisão sistemática da Cochrane e o Protocolo de Prevenção de Infecção da Corrente Sanguínea do HUWC reforçam que a troca só deve ser realizada em casos de sinais clínicos de infecção, mau funcionamento do cateter ou necessidade de acesso alternativo.
"A simples prática de troca rotineira pode aumentar o número de procedimentos desnecessários, expondo o paciente a novos riscos sem benefício comprovado na prevenção de infecção." (Cochrane, 2012).
Análise das opções:
- C (Certo): Incorreta. Não existe respaldo técnico ou científico consistente que justifique a troca rotineira sem indicação clínica. Pode ser uma pegadinha típica, afinal, muitos alunos supõem que "mais trocas" gerariam menor infecção, o que não é verdade.
- E (Errado): Correta. Confirma as evidências e as normas vigentes, reforçando a conduta baseada na avaliação clínica contínua e manutenção rigorosa das técnicas assépticas.
Estratégias para provas:
Atenção à presença de termos absolutos como "a maioria dos dados sugere", "sempre", "todas as vezes": para medicina baseada em evidências, geralmente são pegadinhas. Em protocolos, procedimentos invasivos só devem ser feitos mediante clara indicação clínica.
Citando a Nota Técnica da ANVISA e as diretrizes de controle de infecção hospitalar:
“Manter o cateter o menor tempo possível. Proceder sua remoção quando não houver indicação ou sempre que houver sinais de infecção.”
Resumo do raciocínio clínico: Práticas baseadas em evidências e protocolos garantem segurança do paciente e redução de custos e complicações. Troca rotineira de CVC deve ser evitada.
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