Paciente feminina, 38 anos, deu entrada no pronto-socorro co...
Das hipóteses diagnósticas abaixo, assinale a mais provável para a doença de base.
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Tema central: A questão aborda doença inflamatória intestinal (DII) e suas possíveis manifestações extra-intestinais, com foco em paciente com quadro crônico e possível complicação hepatobiliar aguda.
Justificativa da alternativa correta – Retocolite ulcerativa:
O histórico de décadas de dor abdominal em cólica, diarreia crônica com muco e sangue é típico de retocolite ulcerativa (RCU), doença restrita ao cólon e reto, que cursa com quadros inflamatórios recorrentes. A paciente apresenta agora febre, calafrios e icterícia – sinais sugestivos de colangite, muitas vezes associada à colangite esclerosante primária (CEP), condição fortemente vinculada à RCU (até 70% dos pacientes com CEP apresentam DII, sobretudo RCU). O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retocolite Ulcerativa do Ministério da Saúde reforça essa associação: “Pacientes com RCU podem desenvolver complicações hepatobiliares, especialmente colangite esclerosante primária” (cap. 2).
Análise crítica das alternativas incorretas:
B) Doença de Crohn: Embora seja DII, afeta todo o trato gastrointestinal e o padrão clínico geralmente inclui dor abdominal em FID, emagrecimento e fístulas. A relação com CEP é muito menor que na RCU.
C) Megacólon tóxico: Trata-se de complicação aguda da RCU ou Crohn, manifestando distensão abdominal, febre e choque, mas não explica sintomas crônicos com sangue e muco ou os sinais hepatobiliares.
D) Colite isquêmica: Predomina em idosos ou pessoas com fatores de risco vascular, apresentando-se de forma aguda. O quadro da paciente é crônico, desde a adolescência, incompatível com o diagnóstico.
E) Enterocolite bacteriana: Normalmente é aguda, autolimitada, com início súbito, sem história crônica de diarreia sanguinolenta e muco. Não há relação causal com CEP.
Dica para provas: Fique atento ao padrão temporal (crônico vs agudo), sintomas associados (mucossanguinolento), sinais extra-intestinais (icterícia) e populações de risco – esses detalhes ajudam a identificar a patologia correta e a evitar “pegadinhas”.
Resumo: Retocolite ulcerativa é a doença de base mais provável nesse contexto, principalmente pela associação clássica com colangite esclerosante primária e pelo quadro clínico crônico e compatível.
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