Paciente de 48 anos, deu entrada no pronto-socorro com quadr...
Foi submetido à rotina radiológica de abdome agudo sendo diagnosticado pneumoperitoneo. Submetido à laparotomia exploradora, foi encontrada uma úlcera gástrica perfurada na pequena curvatura, com moderada quantidade de suco gástrico intraperitoneal.
Assinale a opção que indica a melhor conduta.
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Tema central: O caso trata de um quadro clássico de abdome agudo perfurativo devido a úlcera gástrica perfurada, uma urgência cirúrgica frequente na prática do médico cirurgião geral.
Justificativa para a alternativa correta (B): A ressecção dos bordos da úlcera e rafia consiste basicamente na retirada de bordos necróticos e realização de um fechamento da perfuração. Este procedimento é o recomendado para a maioria dos casos de úlcera gástrica perfurada, especialmente quando não há suspeita de malignidade no intraoperatório. É um procedimento rápido, de baixo risco em contexto agudo e permite rápida estabilização do paciente.
Segundo as diretrizes atuais (Projeto Diretrizes - Úlcera Péptica, AMB/SBC), na seção “Tratamento”:
“No episódio agudo de perfuração, a abordagem consiste no fechamento da perfuração por rafia simples, geralmente com ressecção de bordos, e envio para exame histopatológico.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Piloroplastia com vagotomia troncular: Procedimento mais extensivo, reservado para casos especiais com doença refratária. Não há indicação como manejo inicial em cenário agudo de perfuração.
C) Antrectomia com vagotomia troncular: Técnicas de maior porte, maior tempo operatório e riscos elevados. Só seriam consideradas diante de úlceras suspeitas de neoplasia ou refratárias.
D) Gastrectomia subtotal com vagotomia troncular: Indicado apenas em úlceras grandes, inveteradas ou malignas. Não se justifica em perfurações recentes e pequenas.
E) Rafia da úlcera, gastroenteroanastomose e vagotomia troncular: Abordagem desnecessariamente complexa para uma perfuração aguda sem sinais de complicações adicionais.
Dica de interpretação: O enunciado destaca evolução aguda e ausência de sinais de malignidade, favorecendo conduta mais simples e eficaz. Sempre preste atenção à apresentação temporal, estabilidade do paciente e sinais de gravidade ou malignidade.
Resumo prático: Em úlcera gástrica perfurada, o procedimento de escolha é a rafia com ressecção dos bordos e biópsia, seguido de tratamento para Helicobacter pylori e uso prolongado de anti-secretor.
Base teórica: Obras como "Tratado de Cirurgia – Sabiston" e "Principles of Surgery – Schwartz" reforçam esse manejo cirúrgico.
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A ALTERNATIVA CORRETA É: B - Ressecção dos bordos da úlcera e rafia.
JUSTIFICATIVA: A abordagem cirúrgica para úlcera gástrica perfurada geralmente consiste na ressecção dos bordos da úlcera e rafia simples, especialmente em situações de emergência como o caso descrito, em que o paciente apresenta pneumoperitônio e a úlcera perfurada. A rafia é realizada após a retirada do tecido comprometido para fechamento do local da perfuração, minimizando o risco de recorrência. Em uma emergência, uma abordagem simples e rápida é priorizada para evitar complicações como peritonite severa e sepse.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
- A. Piloroplastia com vagotomia troncular: Este procedimento pode ser utilizado para tratar úlceras duodenais, mas não é a escolha principal para uma úlcera gástrica perfurada, especialmente em uma situação de emergência.
- C. Antrectomia com vagotomia troncular: Esta opção é mais indicada em casos de úlceras refratárias ao tratamento, onde é possível realizar uma intervenção eletiva. Na emergência de úlcera perfurada, essa abordagem é complexa e prolongada, aumentando os riscos cirúrgicos.
- D. Gastrectomia subtotal com vagotomia troncular: Este é um procedimento extenso e indicado para úlceras complexas ou recidivantes em condições não emergenciais. A gastrectomia subtotal aumenta o tempo de cirurgia e os riscos associados, o que não é adequado para uma úlcera perfurada em um paciente instável.
- E. Rafia da úlcera, gastroenteroanastomose e vagotomia troncular: A gastroenteroanastomose é uma técnica mais complexa e geralmente indicada para pacientes com úlceras de repetição e sem condições emergenciais. Na úlcera perfurada, a abordagem simples de rafia é mais recomendada.
EM RESUMO: A melhor conduta para o paciente com úlcera gástrica perfurada é a ressecção dos bordos da úlcera e rafia (alternativa B), uma abordagem mais direta e com menor tempo cirúrgico, adequada para emergências.
PONTOS CHAVE:
- A úlcera gástrica perfurada em situação de emergência requer uma abordagem cirúrgica rápida e efetiva.
- A ressecção dos bordos da úlcera seguida de rafia é o procedimento preferencial nesses casos.
- Procedimentos mais complexos, como gastrectomia subtotal, são reservados para situações eletivas.
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