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Q3156592 Terapia Ocupacional
Durante intervenção com paciente em pósoperatório de transplante hepático na enfermaria especializada, segundo o Modelo OTIPM (Occupational Therapy Intervention Process Model), a presença de fadiga central associada à disfunção executiva leve indica priorização da abordagem:
Alternativas

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Alternativa correta: C - Educativa para manejo energético.

Tema central da questão: A questão aborda a atuação da Terapia Ocupacional em contexto hospitalar, especificamente com pacientes em pós-operatório de transplante hepático que apresentam fadiga central (cansaço intenso, comum após grandes cirurgias e em quadros neurológicos) e disfunção executiva leve (dificuldade em planejar, organizar e executar tarefas). Pede-se o tipo de abordagem indicada, conforme o Occupational Therapy Intervention Process Model (OTIPM).

Resumo teórico: O OTIPM propõe abordagens terapêuticas baseadas nas necessidades, habilidades e limitações do paciente. Quando há fadiga e comprometimento das funções executivas, prioriza-se educar o paciente sobre manejo energético: ensinar técnicas para economizar energia, planejar o dia, priorizar tarefas e evitar fadiga excessiva, sem focar apenas em restaurar capacidades ou modificar o ambiente imediatamente. (Fonte: Fisher, A. G. (2014). Occupational Therapy Intervention Process Model)

Justificativa da alternativa correta: A opção C é correta porque o manejo energético é recomendado para quadros de fadiga, especialmente quando associado a disfunção executiva leve. Ensinar o paciente a distribuir melhor suas atividades diárias, reconhecer limites e utilizar pausas é essencial para promover autonomia e evitar exaustão. Isso está de acordo com estratégias educativas propostas no OTIPM e em manuais de reabilitação hospitalar (BRASIL, Ministério da Saúde, 2021).

Análise das alternativas incorretas:

A - Compensatória com foco em ABVD’s: INCORRETA. Abordagem compensatória é preferida quando há perda funcional significativa e definitiva, o que não é o caso do quadro apresentado, que tem potencial de melhora.

B - Restaurativa de componentes motores: INCORRETA. O foco não é déficit motor, mas fadiga e cognição. Intervenção motora pura não atende à demanda principal.

D - Adaptativa do ambiente hospitalar: INCORRETA. Adaptações ambientais são mais indicadas para barreiras arquitetônicas ou limitações físicas severas, não para manejo de energia e funções executivas.

E - Aquisitiva de novas habilidades: INCORRETA. Não há indicação de necessidade de aprender habilidades novas, e sim otimizar o uso das já existentes diante da fadiga.

Dica de interpretação: Fique atento(a) a palavras-chave como "fadiga central" e "disfunção executiva", que indicam necessidade de estratégias compensatórias de energia e planejamento, típicas da abordagem educativa. Evite associar fadiga apenas com função motora ou restrição ambiental.

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