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Q3156584 Terapia Ocupacional
Durante intervenção com adolescente com TEA de alto funcionamento utilizando o modelo DIR/Floortime, a emergência de "circulos de comunicação" complexos sem reciprocidade afetiva indica necessidade prioritária de:
Alternativas

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Alternativa correta: B - Graduação dos desafios interativos.

1. Tema central e relevância
A questão aborda a intervenção da Terapia Ocupacional com adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de alto funcionamento, utilizando o modelo DIR/Floortime. É essencial compreender como promover avanços na comunicação social, priorizando a reciprocidade afetiva, aspecto frequentemente desafiador no TEA.

2. Resumo teórico
O modelo DIR/Floortime (Developmental, Individual-difference, Relationship-based) enfatiza a importância das interações afetivas para o desenvolvimento. "Círculos de comunicação" são trocas interativas entre o terapeuta e o paciente. No TEA, mesmo com comunicação verbal, pode faltar reciprocidade afetiva, ou seja, a resposta emocional adequada ao outro.
Segundo Greenspan e Wieder (2006), o terapeuta deve adaptar continuamente o nível de desafio interativo para favorecer o engajamento emocional e a progressão do desenvolvimento.

3. Justificativa da resposta correta
Se o adolescente apresenta "círculos de comunicação" complexos, mas sem reciprocidade afetiva, é sinal de que ele pode realizar trocas verbais, porém sem verdadeiro envolvimento emocional. O correto, então, é graduar os desafios interativos, ajustando as atividades e interações para incentivar uma resposta afetiva mais autêntica e engajada (Greenspan & Wieder, 2006; Ministério da Saúde, Linha de cuidado para a atenção às pessoas com TEA, 2014).

4. Análise das alternativas incorretas
A - Modulação do input proprioceptivo profundo: Relaciona-se mais ao manejo de questões sensoriais ou autorregulação, não ao desenvolvimento da reciprocidade afetiva.
C - Reestruturação do ambiente sensorial: Importante em alguns casos de TEA, mas não diretamente relacionada à promoção de trocas afetivas em círculos comunicativos.
D - Reorganização dos padrões motores: Foca em dificuldades motoras, não na comunicação afetiva ou social.
E - Adaptação da demanda cognitiva: Trata do nível intelectual ou de compreensão, e não necessariamente da vivência emocional nas interações.

5. Estratégia para a prova:
Ao interpretar questões deste tipo, atenção às palavras-chave: "reciprocidade afetiva" indica intervenção no nível de relação emocional, não apenas sensorial, motor ou cognitivo.

Fontes: Greenspan, S.I. & Wieder, S. (2006). Engaging Autism; Ministério da Saúde (2014). Linha de cuidado para atenção às pessoas com TEA.

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