Quem governou o Brasil de 1979 a 1985 e quando assumiu a p...
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar, pela cronologia dos governos militares, quem ocupou a presidência entre 1979 e 1985 e relacioná-lo à continuidade da abertura política; isso leva à alternativa A.
- Em questões de presidentes, confira primeiro o intervalo exato de governo.
- Quando o enunciado mencionar continuidade de um projeto anterior, relacione isso à sucessão imediata.
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Comentários
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Pessoal, em ordem cronológica:
• Castelo Branco (1964 -1966), linha de governo Moderada
• Costa e Silva (1967 - 1969) governo Linha-dura, vale lembrar que foi o propulsor do Al-5
• Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) governo Linha-dura, "ápice" da violência no período ditatorial brasileiro
• Ernesto Geisel (1974-1979) Linha moderada, revogação do Al-5. Inicio da abertura política, lenta, gradual e segura (Muito importante essa frase, pois e bem recorrente em provas)
• João Batista de Oliveira Figueiredo (1979-1985), aqui já começava o fortalecimento dos movimentos civis, foi criada lei da anistia. (1979)
GABARITO - A
Rumo a gloriosa PMES - 2026
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar."
Josué 1:9.
que redacao pessima essa questao. achei que era o anterior
Gabarito A
João Baptista de Oliveira Figueiredo governou o Brasil de 1979 a 1985 e, ao assumir a presidência, manteve e aprofundou o processo de abertura política iniciado no governo anterior.
Esse período marcou a continuidade da transição gradual do regime militar para a redemocratização do país.
CFOPMBA
Resumo sobre o governo de João Figueiredo:
Último presidente do regime militar, governando de 1979 a 1985. Seu mandato marcou o fim da ditadura militar e a transição para a democracia, num processo conhecido como Abertura Política.
Abertura Política e Distensão
Figueiredo deu continuidade ao processo iniciado por Ernesto Geisel, chamado de “abertura lenta, gradual e segura”.
Objetivo: transição controlada para a democracia, evitando rupturas bruscas.
Apesar da intenção de controle, a sociedade pressionava por mais liberdade política e o fim do regime militar.
Lei da Anistia (1979)
Um dos marcos principais do governo.
Perdoou crimes políticos cometidos tanto por opositores do regime (exilados e perseguidos políticos) quanto por agentes do Estado envolvidos em repressão.
Permitiu o retorno de exilados políticos, como Leonel Brizola e Luiz Carlos Prestes.
Não foi apenas um “perdão geral” neutro: ela estabeleceu uma anistia “ampla e recíproca”, que na prática beneficiou tanto opositores do regime quanto agentes do Estado envolvidos na repressão durante a Ditadura Civil-Militar no Brasil.
ATENÇÃO: Só não perdoou os que se envolveram em combates armados.
Isso significou a reintegração de exilados e presos políticos à vida civil, mas também a impossibilidade de responsabilização judicial de agentes públicos por crimes cometidos no contexto político do período.
Fim do Bipartidarismo
O sistema político durante a ditadura tinha apenas dois partidos:
ARENA (situação)
MDB (oposição permitida)
Em 1979, foi aprovada a reforma partidária, que acabou com o bipartidarismo, permitindo novos partidos:
PDS (sucessor da ARENA)
PMDB (sucessor do MDB)
PT, PDT, PTB, entre outros.
Crise Econômica
O Brasil enfrentava grave crise econômica, herança do chamado “milagre econômico”:
Inflação alta, Desemprego crescente, Dívida externa enorme, agravada pela crise do petróleo.
O governo adotou medidas de arrocho salarial e controle do crédito, o que gerou insatisfação popular.
Movimentos Sociais e Greves
Crescimento das greves operárias no final dos anos 1970 e início dos 1980, especialmente no ABC paulista, lideradas por Luiz Inácio Lula da Silva.
Surgiram novos sindicatos, movimentos estudantis e movimentos populares pedindo o fim da ditadura e eleições diretas.
Repressão e Resistência
Mesmo com a abertura, ainda houve episódios de repressão, como atentados de grupos radicais de direita (ex: atentado do Riocentro, 1981).
O episódio manchou a imagem das Forças Armadas e mostrou a divisão interna entre os militares (os que queriam manter o regime e os que defendiam a abertura).
Diretas Já (1984)
Movimento popular de grande mobilização nacional pedindo eleições diretas para presidente.
A emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas, foi rejeitada no Congresso, mas o movimento enfraqueceu o regime militar.
Mesmo sem diretas, Tancredo Neves foi eleito indiretamente pelo Congresso em 1985, encerrando o ciclo militar.
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