Sobre a realização do exame citopatológico em mulheres hist...

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Q2172467 Medicina
Sobre a realização do exame citopatológico em mulheres histerectomizadas, analise as proposições abaixo.

I. O rastreamento realizado em mulheres sem colo do útero devido à histerectomia por condições benignas apresenta menos de um exame citopatológico alterado por mil exames realizados.
II. Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais.
III. Em casos de histerectomia por lesão precursora ou câncer do colo do útero, a mulher deverá ser acompanhada de acordo com a lesão tratada.

É correto o que se afirma em
Alternativas

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Tema central: O tema da questão é o rastreamento do câncer do colo do útero em mulheres histerectomizadas. Saber quando indicar ou suspender o exame citopatológico (Papanicolau) após histerectomia é fundamental, pois envolve critérios epidemiológicos, risco residual e adesão a protocolos nacionais.

Justificativa para a alternativa correta (D):
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, todas as afirmativas da questão estão corretas:

  • I. Está correta. Em mulheres sem colo uterino devido à histerectomia por condições benignas, a incidência de resultados alterados no exame citopatológico é menor do que 1 a cada 1.000 exames, justificando a exclusão do rastreamento rotineiro nesse grupo.
  • II. Correta. Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história de lesão cervical de alto grau e com exames prévios normais podem ser excluídas do rastreamento. A diretriz ressalta a importância de exames anteriores normais para essa conduta.
  • III. Correta. Quando a histerectomia foi realizada por lesão precursora ou câncer do colo uterino, o acompanhamento deve continuar, pois há risco residual de neoplasia vaginal. O seguimento será conforme o tipo e o estágio da lesão tratada.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) I e II, apenas. – Incorreta porque desconsidera a necessidade de acompanhamento em mulheres com história de lesões precursoras/câncer (afirmação III).
  • B) I e III, apenas. – Incorreta, pois a exclusão do rastreamento em histerectomia benigna também é recomendada (afirmação II).
  • C) II e III, apenas. – Incorreta, pois a incidência baixíssima de alterações no rastreamento em histerectomizadas por doença benigna (afirmação I) reforça as condutas.

Pegadinha recorrente: Em provas, confundir “condições benignas” com “lesão precursora/câncer” leva ao erro. Só interrompa o rastreamento se não houver história de lesão cervical de alto grau e se exames prévios forem normais.

Referência: Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, Ministério da Saúde, Seção “Histerectomizadas”.

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O exame citopatológico, também conhecido como preventivo ou Papanicolau, é um importante procedimento para a detecção precoce do câncer do colo do útero. No caso de mulheres histerectomizadas, ou seja, que tiveram o colo do útero removido cirurgicamente por condições benignas ou malignas, o rastreamento pode ser diferente. A alternativa D é a correta, pois todas as proposições são verdadeiras. A primeira afirma que a taxa de exames citopatológicos alterados em mulheres histerectomizadas por condições benignas é muito baixa. Já a segunda afirma que mulheres sem histórico prévio de lesões cervicais de alto grau e com exames anteriores normais podem ser excluídas do rastreamento. A terceira afirma que mulheres que tiveram histerectomia por lesão ou câncer do colo do útero devem ser acompanhadas de acordo com a lesão tratada. É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde capacitado.

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