Nos casos de diagnóstico citopatológico de Células Glandula...
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Tema central: A questão aborda a conduta diante do diagnóstico citopatológico de Células Glandulares Atípicas de significado indeterminado (AGC) em mulheres menores de 25 anos, um ponto importante do rastreamento de câncer do colo uterino.
Justificativa – Alternativa D (correta): O achado de AGC em citologia cervical é considerado sempre significativo, pois pode indicar desde lesões pré-cancerosas até neoplasias do colo ou do endométrio, mesmo em pacientes jovens. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA, 2023): "Pacientes com diagnóstico citológico de AGC devem ser encaminhadas para colposcopia." Isso ocorre porque a colposcopia possibilita avaliação ampliada do colo e endocérvice, com a possibilidade de biópsias dirigidas, etapa fundamental para a investigação de neoplasias ocultas.
Vale lembrar que, apesar de a incidência de câncer ser menor em pacientes jovens, toda alteração glandular atípica exige investigação aprofundada, pois não pode ser considerada fisiológica ou transitória nessa faixa etária. Assim, a conduta é encaminhar ao médico colposcopista, garantindo um manejo seguro e embasado em evidências científicas e protocolos oficiais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Repetir o exame em 6 meses; e
B) Repetir o exame em 12 meses: Estas condutas são indicadas apenas para alterações citológicas de baixo grau (ex: ASC-US) em mulheres jovens, onde há alto potencial de regressão. Para AGC, a possibilidade de lesão de alto grau ou neoplasia exige investigação imediata, não observação.
C) Repetir o exame em 3 anos: Essa alternativa está incorreta, pois o intervalo de 3 anos é recomendado apenas para citologias normais em rastreamento de rotina, nunca na presença de atipias.
Destaques e pegadinhas da questão: Observe que termos como “menores de 25 anos” podem induzir ao erro, levando o candidato a supor abordagem mais conservadora, como ocorre em alterações escamosas leves (LSIL, ASC-US). Para AGC, a conduta é igual em todas as idades.
Principais referências: INCA, Diretrizes para Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2023); Ministério da Saúde, PCDT de Prevenção do Câncer do Colo do Útero; UpToDate: ‘Management of atypical glandular cells on cervical cytology’.
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