A Classificação Colposcópica de Barcelona de 2002 define a ...
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
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Tema central: A questão aborda a classificação colposcópica da zona de transformação (ZT) do colo uterino, segundo a Classificação de Barcelona de 2002. Essa classificação é fundamental para avaliar a adequação do exame colposcópico e conduzir corretamente pacientes em rastreamento e diagnóstico de lesões precursoras do câncer do colo do útero.
Entendendo o conceito-chave: A zona de transformação é a região onde ocorre a junção do epitélio escamoso e glandular do colo uterino (junção escamocolunar – JEC), sendo o local de desenvolvimento da maioria das lesões intraepiteliais cervicais.
Justificativa da alternativa correta (C – III): Segundo a Classificação de Barcelona de 2002, detalhada nas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2016, Anexo 3), temos:
- Tipo 1: ZT totalmente ectocervical, completamente visível.
- Tipo 2: ZT com componente endocervical, porém totalmente visível à colposcopia.
- Tipo 3: ZT com componente endocervical que não é totalmente visível. Pode também possuir componente ectocervical de tamanho variável.
Portanto, quando se descreve uma zona de transformação com componente endocervical não completamente visível, corresponde à ZT tipo 3.
Trecho das Diretrizes, Anexo 3: “ZT tipo 3: ZT com componente endocervical, não totalmente visível.”
Crítica às alternativas incorretas:
- Alternativa A (I): ZT tipo 1 é totalmente ectocervical e visível, não coincide com a descrição do enunciado.
- Alternativa B (II): Tipo 2 tem componente endocervical, mas é totalmente visível, o que não se aplica ao caso da visibilidade parcial.
- Alternativa D (IV): Não faz parte da classificação original de três tipos; opção equivocada por extrapolação.
Dica de prova: Atenção à expressão “não completamente visível”. Essa é a chave do enunciado. Provas costumam explorar tais termos para diferenciar entre os tipos 2 e 3, exigindo do candidato precisão conceitual.
Aplicação clínica: A definição correta da ZT é decisiva para a conduta. Zonas não completamente visíveis (tipo 3) indicam possibilidade de lesão não acessível e demanda avaliação e manejo diferenciados, como a conização.
Resumo final: Para zonas de transformação com componente endocervical não totalmente visível, assinale sempre tipo III.
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