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Q1731718 Português
NÃO EXISTE RELACIONAMENTO PERFEITO, EXISTE RELACIONAMENTO POSSÍVEL!

    Quando se fala em relacionamento a maior dificuldade não é lidar com o outro. Nossa maior dificuldade é lidar com a nossa mente, ou seja, com as expectativas e os sonhos que ela tem. É por isso que o terapeuta e espiritualista Luiz Gasparetto diz que não existe relacionamento ideal, existe relacionamento possível.
    Temos uma ideia muito distorcida de uma relação perfeita, porque nosso conceito de perfeição é uma cópia do que vemos nos filmes e livros. A partir deles fazemos um script da relação, de como ela deve ser, como o parceiro deve nos tratar, que falas ele deve dizer, quando deve dizer, como deve dizer. Fazemos uma peça perfeita em nossa mente, uma história de vários atos, com começo meio e fim, permeado de flores, promessas, presentes, casamento, casa, filhos e uma velhice tranquila ao lado do parceiro, com uma morte de preferência em conjunto e de mãos dadas. Fazemos todo um teatro com nossa imaginação e exigimos isso do outro. Assumimos um papel na relação e deixamos de ser naturais para nos tornarmos o personagem que aprendemos que devemos ser dentro de um relacionamento. Mas, quando os improvisos da vida fazem algum dos dois sair do roteiro nós fechamos as cortinas. Esperneamos, gritamos, choramos, nos decepcionamos porque as coisas não foram como “imaginávamos” e o espetáculo da relação acabou sem aplausos. Essa decepção tão constante em nossas relações vem do choque entre o imaginado e o verdadeiro.
    E por que imaginamos tanto?
    Porque temos um sério problema de não assumirmos nossas necessidades emocionais e acabamos as projetando nos outros. Então não vemos a pessoa como ela é, a vemos como nós queríamos que ela fosse. O resultado disso é que queremos criar pessoas artificiais, apagando a sua verdadeira personalidade, para ter alguém que na verdade não existe. Neste jogo o natural é sempre mais forte e uma hora ou outra ele acaba aparecendo. E os problemas surgem pelo simples fato de que nenhuma pessoa real vai poder competir com o ideal de parceiro que você faz na cabeça. É uma batalha perdida. Afinal, ninguém tem a capacidade para adivinhar o que o outro imagina, ou pra ser o que não é.
    Quando compreendemos que todas as pessoas têm suas limitações, que cada um tem uma personalidade própria e o direito de se manifestar como é, abrimos nosso coração para a oportunidade de viver um amor verdadeiro. Neste ponto ficamos diante de uma pessoa que realmente existe, e que na sua naturalidade, sem estar coberta por um monte de exigências, pode nos surpreender com seu jeito espontâneo de ser todos os dias. Talvez você nunca venha a viver o que imaginou, mas viverá algo muito melhor, dentro da solidez que a realidade traz.
    Viver um relacionamento real exige amadurecimento, força interior, estabilidade emocional e acima de tudo amor. É a ternura de olhar o outro como ele é, de amar quem está na sua frente e não na sua cabeça, é a compaixão de aceitar suas limitações, porque temos limitações também, e é um ato de coragem, de mesmo sabendo de seus pontos fracos e dos desafios de um relacionamento, aceitar dar as mãos e caminhar juntos nesta jornada de aprendizagens.
    Os relacionamentos existem pra isso. Para aprender. Não aprender necessariamente a lidar com o outro, mas sim conosco. Pois um relacionamento nos dá um espelho de nossas emoções íntimas. Aceitar se relacionar é aceitar se encarar: encarar nossos sonhos, expectativas, nossa paciência, bondade, aceitação, compaixão, ternura, fé, confiança, e acima de tudo, nossa capacidade de amar.

(https://osegredo.com.br/nao-existe-relacionamento-perfeito-existerelacionamento-possivel/ Adaptado. Acesso em 20/10/019)
Está empregada plenamente correta a ocorrência de crase na alternativa:
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Comentário – Tema central da questão:

O foco da questão está no uso correto da crase segundo a norma-padrão, aspecto essencial da gramática cobrado em concursos para Assistente Administrativo. É preciso compreender a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a”, reconhecendo obrigatoriedades e proibições do uso da crase.

Justificativa da alternativa correta (C):

A frase “É preciso preferir o diálogo sincero à imaginação fértil do parceiro no relacionamento.” está correta. O verbo preferir exige que o primeiro termo (direto) e o segundo (indireto) estejam ligados por preposição “a”. Como “imaginação” é um substantivo feminino antecedido de artigo (“a imaginação”), ocorre a fusão, formando “à”. Assim, a crase é obrigatória, conforme Bechara e Cunha & Cintra: “Prefiro isso àquilo.”

Análise das alternativas incorretas:

A) “à relações”: O substantivo está no plural e exige “às relações”. A ausência do “s” no “à” torna o uso da crase inadequado.

B) “à aprender”, “à escutar”: Antes de verbos no infinitivo não há uso de crase. O correto é “a aprender”, “a escutar”.

D) “à uma relação fictícia”: Não se usa crase antes de artigo indefinido (“uma”). O correto é “a uma relação”.

E) “frente à frente”: Em locuções como “frente a frente”, a crase é inexiste, pois não há artigo feminino, conforme a norma culta.

Pegadinhas e estratégias:

Alunos precisam atentar para:

  • Verificar se o termo seguinte admite artigo feminino (“a, as”);
  • Lembrar que verbos no infinitivo e artigo indefinido (“um/uma”) rejeitam crase;
  • Observar locuções fixas e expressões consagradas sem artigo feminino.

Resumo da regra (segundo Bechara): “Usa-se crase quando ocorre a fusão da preposição a com o artigo feminino a. Não se emprega antes de verbo, artigo indefinido ou nomes masculinos.”

Dica final: Sempre substitua por uma palavra masculina. Se “a” virar “ao”, há crase na feminina: “Prefiro o carinho ao afeto do parceiro” = “Prefiro à imaginação...”

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Assertiva C

É preciso preferir o diálogo sincero à imaginação fértil do parceiro no relacionamento.

Letra C)

Quem prefere, prefere algo a algo.

"Imaginação" está acompanhado do artigo definido a

Qual o erro da alternativa D ?

A) O olhar dado à relações alicerçadas na confiança e no aprendizado com o outro fortalece os laços.

Formas corretas:

1- O olhar dado a relações alicerçadas na confiança e no aprendizado com o outro fortalece os laços.

2- O olhar dado às relações alicerçadas na confiança e no aprendizado com o outro fortalece os laços.

B) Estar disposto à aprender e à escutar o outro promovem o amadurecimento do casal na relação.

''Aprender'' é verbo

C) É preciso preferir o diálogo sincero à imaginação fértil do parceiro no relacionamento.

D) Referir-se à uma relação fictícia como princípio do relacionamento implica fuga ao real.

O termo ''uma'' já é um artigo, nesse caso, indefinido. Portanto não necessita do artigo ''A'' que acompanha a preposição ''A'' formando crase.

E) Estar frente à frente numa relação conjugal envolve respeito e acolhida do outro sem idealização.

A crase não ocorre em expressões com palavras repetidas, quer sejam masculinas ou femininas. Ou seja, assim como "frente a frente", as expressões "passo a passo", "cara a cara" e "dia a dia" são exemplos nos quais a crase não ocorre.

o Erro da alternativa D é que é proibido crase antes de artigos indefinidos.

"Referir-se à (uma) relação fictícia como princípio do relacionamento implica fuga ao real"

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