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Q2113732 Medicina
Recém-nascido com microcefalia, 37 semanas, apresenta calcificações periventriculares na tomografia de crânio, comprometimento auditivo à esquerda durante teste auditivo e coriorretinite bilateral durante avaliação de fundo de olho. A partir desse quadro, assinale a alternativa CORRETA:
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Tema central: A questão aborda a infecção congênita por citomegalovírus (CMV) em recém-nascidos, doença fundamental em pediatria, especialmente para diferenciação ante outras infecções congênitas (como toxoplasmose, rubéola e sífilis).

Justificativa da alternativa correta (E):
A detecção do CMV na urina nas primeiras duas semanas de vida confirma o diagnóstico de infecção congênita. Segundo o Ministério da Saúde, no "Guia para os Profissionais de Saúde – Atenção à Saúde do Recém-Nascido, v.2", “a pesquisa do CMV deve ser realizada em amostras obtidas antes de 3 semanas de vida”, pois após esse período não é possível distinguir se a infecção foi adquirida intraútero ou no pós-parto. Isso é reforçado por evidências internacionais (UpToDate; MSD Manual) que recomendam coleta precoce (saliva ou urina) para confirmação.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. O tratamento do CMV congênito não depende da carga viral, mas sim da presença de sintomas, principalmente neurológicos, visuais e auditivos.

B) Incorreta. O tempo padrão de tratamento com antivirais é de 6 meses para casos sintomáticos, com acometimento de sistema nervoso central; não existe recomendação para 1 ano.

C) Incorreta. As lesões ósseas bilaterais e simétricas em rádio e ulna são características de sífilis congênita, e não do CMV.

D) Incorreta. A transmissão vertical do CMV ocorre durante a gestação e não no momento do parto. Durante o parto pode ocorrer transmissão perinatal, mas o quadro clínico clássico da questão (alteração SNC, audição e retina) reflete infecção congênita intrauterina.

Estratégia de prova: Observe palavras-chave como calcificações periventriculares (achado típico do CMV), tempo de início do quadro e associação com microcefalia e coriorretinite. Atenção ao detalhe cronológico: diagnóstico confirmado nas primeiras semanas de vida!

Resumo: Para diagnóstico de CMV congênito, procure evidências na urina ou saliva até a 3ª semana de vida. Lembre-se: exame tardio pode indicar infecção pós-natal, confundindo o diagnóstico.

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Comentários

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A alternativa correta é a E, que afirma que a detecção do agente na urina nas primeiras duas semanas de vida confirma o diagnóstico de infecção congênita. O caso descrito apresenta sinais clínicos compatíveis com infecção congênita pelo vírus da Zika, incluindo microcefalia, calcificações periventriculares no crânio, comprometimento auditivo e coriorretinite bilateral. A detecção do vírus na urina do recém-nascido nas primeiras duas semanas de vida é considerada uma evidência diagnóstica definitiva de infecção congênita pelo Zika. É importante ressaltar que o tratamento para infecção congênita pelo vírus da Zika é sintomático e multidisciplinar, com acompanhamento médico e terapias de suporte para minimizar as complicações associadas à doença.

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