Recém-nascido, IG 38 semanas, mãe diabética, parto via cesá...
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Tema central: O enunciado aborda complicações neonatais associadas à mãe diabética, especialmente em recém-nascido macrossômico (peso > 4.000g), identificando o risco mais provável neste contexto. Esse é um dos tópicos mais clássicos em concursos para Medicina, pois exige conhecimento das alterações fisiológicas do feto exposto à hiperglicemia materna.
Justificativa da alternativa correta – Cardiomiopatia hipertrófica (C):
Segundo a "Diretriz sobre Diagnóstico e Tratamento da Cardiomiopatia Hipertrófica – 2024", na seção sobre neonatos: "No período neonatal, as etiologias mais prevalentes além da CMH são a doença de Pompe, recém-nascido de mãe diabética e as mitocondriopatias."
Em recém-nascidos de mães diabéticas, a exposição à hiperglicemia crônica leva a hiperinsulinismo fetal. A insulina, potente fator anabólico, provoca hipertrofia do septo interventricular e da parede ventricular esquerda — traços das cardiomiopatias hipertróficas. Esse quadro pode ser identificado por ecocardiograma e, clinicamente, pode cursar com sinais de insuficiência cardíaca ou ser assintomático.
O "Projeto Diretrizes – Recém-nascido Macrossômico" reforça: "Os filhos de mães diabéticas desenvolvem miocardiopatia hipertrófica com espessamento do septo interventricular, podendo permanecer por semanas após o nascimento."
Análise das alternativas incorretas:
A) Nefrocalcinose: Condição rara, não relacionada diretamente à diabetes materna, mas sim a distúrbios do metabolismo cálcico.
B) Hipermagnesemia: É incomum em RN de mãe diabética, sendo mais associada à administração materna excessiva de sulfato de magnésio, o que não é relatado.
D) Hipotensão arterial: A cardiomiopatia hipertrófica pode predispor à obstrução do trato de saída, mas hipotensão não é o achado típico.
E) Anemia hemolítica: Não faz parte do espectro de complicações neonatais clássicas do diabetes materno.
Estratégias e pegadinhas: Note que o enunciado fornece pistas fundamentais ("mãe diabética", "macrossomia"), conduzindo à fisiopatologia do hiperinsulinismo fetal. Atenção ao tentar associar complicações comuns de outros contextos.
Conclusão: Filhos de mãe diabética, especialmente macrossômicos, têm risco significativo de cardiomiopatia hipertrófica. O reconhecimento dessa associação amplia a segurança do candidato em provas e na prática clínica.
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