Um dos pontos importantes do pré-natal é preparar a mulher ...
Gabarito comentado
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Tema central: Objetivos do pré-natal na Atenção Básica. O pré-natal organiza ações de promoção, prevenção, diagnóstico e manejo de riscos para proteger a saúde materna e perinatal, preparar a família para o parto e reduzir eventos adversos como morte materna, neonatal, prematuridade e baixo peso ao nascer.
Gabarito: D — Diminuir o número de recém-nascidos “acima do peso” não é objetivo programático clássico. As metas priorizam reduzir mortalidade materna e neonatal, prematuridade e baixo peso ao nascer (RN < 2.500 g). Embora o controle do diabetes gestacional possa evitar macrossomia (geralmente > 4.000–4.500 g), isso é um desfecho específico, não uma meta central nas diretrizes de pré-natal da Atenção Primária. Referências: Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica 32: Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco; OMS/WHO Antenatal Care Recommendations (2016, atualização).
Por que as demais estão corretas:
A) Reduzir mortalidade no parto e puerpério e reduzir perdas gestacionais: o pré-natal qualifica o risco, trata condições como hipertensão, infecções (sífilis, ITU), anemia, assegura vacinação, suplementação (ácido fólico/ferro) e plano de parto, reduzindo complicações e algumas perdas evitáveis. Diretrizes do MS e OMS destacam esses objetivos centrais.
B) Reduzir mortalidade de recém-nascidos e mortes prematuras: rastreio e tratamento de sífilis/HIV, orientação sobre aleitamento, preparo para parto em serviço adequado e identificação precoce de trabalho de parto prematuro reduzem mortalidade neonatal e perinatal (MS; WHO 2016).
C) Reduzir partos prematuros: controle de tabagismo, manejo de ITU e vaginoses, controle de doenças maternas e vigilância do colo uterino em risco contribuem para menor prematuridade, objetivo explícito das políticas de pré-natal (MS – Rede Cegonha; WHO).
Estratégia de prova: Ao ver “EXCETO”, busque o item que não consta nas metas clássicas. Memorize os pilares: reduzir mortalidade materna/neonatal, prematuridade e baixo peso. A opção D usa a expressão vaga “acima do peso” (pegadinha). O usual nas diretrizes é “baixo peso ao nascer”. A macrossomia é tratada indiretamente (ex.: controle glicêmico), mas não figura como objetivo programático central.
Conceitos-chave: Prematuridade < 37 semanas; Baixo peso < 2.500 g; Macrossomia > 4.000–4.500 g (contexto de DMG).
Referências essenciais: Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica 32: Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco; MS – Rede Cegonha; WHO. Antenatal care for a positive pregnancy experience (2016 e atualizações); UpToDate – Overview of prenatal care.
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