Mãe de uma escolar de 8 anos relata em consulta ambulatorial de pediatria que a menor no último semestre
apresentou um episódio mensal de dor de cabeça. Refere que a dor tem duração média de 6 horas, caráter pulsátil,
bilateral (temporoparietal), a qual só melhora após fazer uso de ibuprofeno. Também alega que tais episódios
sempre vêm associados à náusea (nega vômitos). Durante as crises, a menor recolhe-se a seu quarto, pois as luzes e
os ruídos a incomodam. Mãe e criança negam quaisquer outros sintomas durante as crises. Também não conseguem
associar os eventos álgicos com algum alimento ou atividades físicas. Não há despertares noturnos de dor nem tão
pouco relata que a intensidade está aumentando ao longo do semestre. Nos dias que tem cefaleia, não vai à escola, no
entanto o rendimento escolar está ótimo. A criança refere que é bem sociável e que é “feliz “.
Genitora complementa que não há febre nos eventos de cefaleia, que a menor sempre foi saudável, alimenta-se 5 x
ao dia e não percebeu mudanças com relação ao peso da filha ou questões comportamentais.
Pediatra não encontrou nada significativo no exame clínico da escolar, inclusive níveis pressóricos adequado
Diante do relatado, podemos afirmar que a principal hipótese diagnóstica é de
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