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Q2606913 Medicina
        Mulher, 35 anos de idade, assintomática do ponto de vista cervical, realizou pela primeira vez ultrassonografia do pescoço, cujo resultado evidenciou nódulo sólido em lobo esquerdo, isoecoico, com halo hipoecoico bem definido, de 0,9 cm em seu maior diâmetro, Chammas II, IR 5,9; sem outros achados suspeitos ou informações de risco. Dosagem de TSH de 1,2. Relata antecedentes familiares que faleceram devido a câncer de tireoide. 

Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o item subsecutivo. 


Para o quadro em questão, está indicada tireoidetomia total com esvaziamento cervical recorrencial bilateral.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E (errado)

Tema central: Manejo inicial do nódulo tireoidiano em paciente jovem, sem sintomas, com nódulo <1cm e sem achados altamente suspeitos na ultrassonografia, apesar do antecedente familiar.

Justificativa da alternativa correta:
O nódulo apresentado é classificado como microcarcinoma tireoidiano (<1 cm no maior diâmetro). De acordo com as diretrizes nacionais e internacionais, como o documento “Abordagem cirúrgica dos nódulos de tireoide”, tireoidectomia total está reservada para situações em que há suspeita clínica significativa, confirmação citopatológica de malignidade (Bethesda V ou VI), múltiplos fatores de risco ou presença de linfadenomegalia suspeita aos exames de imagem.

O caso relata nódulo isoecoico, com halo hipoecoico bem definido, ausência de outros achados suspeitos e TSH normal. Ou seja, o padrão ultrassonográfico é baixo risco.

Apesar do histórico de câncer de tireoide na família, a indicação de cirurgia radical como tireoidectomia total com esvaziamento cervical recorrencial bilateral somente ocorre se houver confirmação de carcinoma medular familiar (TESTE GENÉTICO POSITIVO para RET), história clássica de síndromes familiares, ou achados locais/à distância de doença invasiva. NENHUM desses critérios está presente no caso.

Análise das alternativas:
C – Certo: Não é adequada. A conduta cirúrgica agressiva não é indicada para nódulo menor que 1cm com baixo risco ultrassonográfico e ausência de evidências de doença linfonodal.
E – Errado: CORRETA. A cirurgia proposta é excessiva na situação apresentada. O correto seria acompanhamento ambulatorial com exames periódicos, salvo surgimento de alterações clínicas ou ultrassonográficas.

Estratégias para prova:
Atente-se a palavras-chave como tamanho do nódulo, achados na imagem, sintomas e história familiar. Questões de concurso frequentemente testam o conhecimento sobre quando indicar procedimentos invasivos. Evite respostas baseadas somente em fatores isolados e lembre-se sempre de verificar as recomendações atuais das diretrizes.

Referência: Segundo o protocolo citado: “A tireoidectomia total está sempre indicada nos casos de suspeita ou confirmação de malignidade (Bethesda V e VI), independentemente do tamanho do nódulo. Caso haja suspeita de invasão dos linfonodos em exames de imagem ou no próprio ato cirúrgico, o esvaziamento linfonodal deve ser realizado no mesmo procedimento.”

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