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Q2606911 Medicina
        Mulher, 35 anos de idade, assintomática do ponto de vista cervical, realizou pela primeira vez ultrassonografia do pescoço, cujo resultado evidenciou nódulo sólido em lobo esquerdo, isoecoico, com halo hipoecoico bem definido, de 0,9 cm em seu maior diâmetro, Chammas II, IR 5,9; sem outros achados suspeitos ou informações de risco. Dosagem de TSH de 1,2. Relata antecedentes familiares que faleceram devido a câncer de tireoide. 

Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o item subsecutivo. 


Apesar de o tamanho do nódulo permitir a punção guiada por ecografia, não há necessidade desse procedimento, dado o baixo risco de malignidade.  

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TEMA CENTRAL: O caso aborda a indicação (ou não) de punção aspirativa por agulha fina (PAAF) em nódulo tireoidiano detectado incidentalmente.

RACIOCÍNIO CLÍNICO: A paciente apresenta nódulo sólido de 0,9 cm em lobo esquerdo da tireoide, isoecoico, halo hipoecoico definido, sem características ultrassonográficas de alto risco, padrão vascular periférico (Chammas II) e sem alterações laboratoriais. Apesar de antecedente familiar de câncer de tireoide – que aumenta a atenção clínica – não há achados que elevem o risco desse nódulo específico.

FUNDAMENTAÇÃO NA LITERATURA E DIRETRIZES: Segundo as “Primeiras Diretrizes Clínicas” do Ministério da Saúde, seção 5: “Nódulos menores que 1 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia”. Os sinais suspeitos incluem: caráter hiperecoico, margens irregulares, microcalcificações e ausência de halo—nenhum deles presente no caso.

A literatura (UpToDate, 2023) reforça este conceito: em nódulos tireoidianos <1cm sem achados suspeitos, a conduta expectante é preferencial, pois “a grande maioria tem comportamento indolente”. Isso evita procedimentos desnecessários e possíveis complicações.

ALTERNATIVA CORRETA (C): Certíssimo. Não há indicação de PAAF neste cenário, pois o nódulo é pequeno e não apresenta sinais suspeitos pela ultrassonografia. Portanto, vigilância clínica e acompanhamento ultrassonográfico periódico são condutas indicadas.

ALTERNATIVA INCORRETA (E): Quem marcasse “Errado” estaria ignorando a diretriz que orienta a PAAF apenas para nódulos pequenos com características suspeitas. Exigir PAAF sistematicamente pode levar a “overdiagnosis” e procedimentos desnecessários. Fique atento, pois histórico familiar por si só, na ausência de outras alterações no nódulo, não obriga à punção.

ESTRATÉGIA DE PROVA: Procure destacar no texto as características do nódulo (tamanho, ecogenicidade, halo, padrão vascular) e sempre relacione essas informações com os critérios das diretrizes oficiais. Atenção com pegadinhas: histórico familiar e possibilidade técnica de punção não são, por si só, critérios para indicar a PAAF.

Resumo didático: O nódulo não deve ser puncionado. Conduta: seguimento clínico e ultrassonográfico.
Segundo as Primeiras Diretrizes Clínicas, seção 5: “Nódulos menores que 1 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia”.

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