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Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o item subsecutivo.
Apesar de o tamanho do nódulo permitir a punção guiada por
ecografia, não há necessidade desse procedimento, dado o
baixo risco de malignidade.
Gabarito comentado
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TEMA CENTRAL: O caso aborda a indicação (ou não) de punção aspirativa por agulha fina (PAAF) em nódulo tireoidiano detectado incidentalmente.
RACIOCÍNIO CLÍNICO: A paciente apresenta nódulo sólido de 0,9 cm em lobo esquerdo da tireoide, isoecoico, halo hipoecoico definido, sem características ultrassonográficas de alto risco, padrão vascular periférico (Chammas II) e sem alterações laboratoriais. Apesar de antecedente familiar de câncer de tireoide – que aumenta a atenção clínica – não há achados que elevem o risco desse nódulo específico.
FUNDAMENTAÇÃO NA LITERATURA E DIRETRIZES: Segundo as “Primeiras Diretrizes Clínicas” do Ministério da Saúde, seção 5: “Nódulos menores que 1 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia”. Os sinais suspeitos incluem: caráter hiperecoico, margens irregulares, microcalcificações e ausência de halo—nenhum deles presente no caso.
A literatura (UpToDate, 2023) reforça este conceito: em nódulos tireoidianos <1cm sem achados suspeitos, a conduta expectante é preferencial, pois “a grande maioria tem comportamento indolente”. Isso evita procedimentos desnecessários e possíveis complicações.
ALTERNATIVA CORRETA (C): Certíssimo. Não há indicação de PAAF neste cenário, pois o nódulo é pequeno e não apresenta sinais suspeitos pela ultrassonografia. Portanto, vigilância clínica e acompanhamento ultrassonográfico periódico são condutas indicadas.
ALTERNATIVA INCORRETA (E): Quem marcasse “Errado” estaria ignorando a diretriz que orienta a PAAF apenas para nódulos pequenos com características suspeitas. Exigir PAAF sistematicamente pode levar a “overdiagnosis” e procedimentos desnecessários. Fique atento, pois histórico familiar por si só, na ausência de outras alterações no nódulo, não obriga à punção.
ESTRATÉGIA DE PROVA: Procure destacar no texto as características do nódulo (tamanho, ecogenicidade, halo, padrão vascular) e sempre relacione essas informações com os critérios das diretrizes oficiais. Atenção com pegadinhas: histórico familiar e possibilidade técnica de punção não são, por si só, critérios para indicar a PAAF.
Resumo didático: O nódulo não deve ser puncionado. Conduta: seguimento clínico e ultrassonográfico.
Segundo as Primeiras Diretrizes Clínicas, seção 5: “Nódulos menores que 1 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia”.
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