Foi atendida uma gata SRD, fêmea inteira, com 6 anos de ida...

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Q3877720 Veterinária
Foi atendida uma gata SRD, fêmea inteira, com 6 anos de idade, apresentando apatia progressiva, hiporexia, letargia e aumento da ingestão de água há aproximadamente 5 dias. A tutora relatou que o animal havia apresentado cio recente, seguido de alteração comportamental, permanecendo mais isolado e menos ativo. Não havia histórico de uso de anticoncepcional. Ao exame físico, a paciente apresentava estado geral deprimido, mucosas pálidas, desidratação moderada (7%), temperatura retal de 39,6 °C e dor à palpação abdominal, principalmente em região caudal. Observou-se corrimento vaginal purulento de odor fétido, aderido à região perineal. Na avaliação laboratorial, o hemograma evidenciou leucocitose por neutrofilia com desvio à esquerda e discreta anemia normocítica normocrômica. O perfil bioquímico revelou aumento de ureia e creatinina, além de hiperglobulinemia. A ultrassonografia abdominal demonstrou útero aumentado de volume, com paredes espessadas e conteúdo intraluminal anecoico a hiperecogênico, compatível com secreção purulenta e os ovários apresentavam estruturas compatíveis com corpos lúteos ativos.

Com base nos achados clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos, é correto afirmar que o clínico médico veterinário deve
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A banca parece ter privilegiado o corrimento vaginal purulento fétido como evidência de piometra aberta, interpretando-o como drenagem cervical suficiente para sustentar manejo conservador. A BASE DE DECISÃO MÉDICA, porém, registra que esse raciocínio entra em conflito com a conduta veterinária consolidada diante dos sinais sistêmicos e da azotemia, que favorecem estabilização e ovariohisterectomia, com a alternativa C como a mais defensável tecnicamente.

Tema central: Piometra aberta felina
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque prostaglandinas e luteólise pertencem ao tratamento conservador, e a base afirma que essa não é a conduta padrão em paciente com comprometimento sistêmico. O erro específico da alternativa é chamar a paciente de clinicamente estável, o que contradiz os achados: febre, desidratação, dor abdominal, leucocitose com desvio à esquerda e azotemia.
B
Certa
A alternativa B deve ser mantida apenas por adesão ao gabarito oficial. Do ponto de vista técnico, a BASE DE DECISÃO MÉDICA considera essa sustentação frágil: o corrimento vaginal indica piometra aberta, mas não elimina toxemia, sepse nem azotemia, e não torna adequado, como conduta padrão, o tratamento apenas com antibiótico oral e anti-inflamatório. A própria base aponta a alternativa C como a mais defensável clinicamente no quadro descrito.
C
Errada
Está incorreta apenas em relação ao gabarito oficial. Tecnicamente, segundo a própria base, esta é a alternativa mais defensável: estabilização com fluidoterapia intravenosa e antibiótico de amplo espectro, seguida de ovariohisterectomia após estabilização inicial, é o manejo clássico em fêmea sem interesse reprodutivo e com repercussão sistêmica. O conflito entre essa alternativa e o gabarito oficial é expressamente reconhecido na base.
D
Errada
Está incorreta porque confunde estabilização pré-operatória com adiamento da resolução do foco infeccioso até completa normalização laboratorial. A base é clara em que a azotemia não obriga postergar a cirurgia até normalização completa; manter o útero infectado prolonga a fonte de endotoxemia e aumenta o risco de piora sistêmica.
E
Errada
Está incorreta porque transforma piometra aberta em condição supostamente de bom prognóstico sem necessidade de ovariohisterectomia, o que a base classifica como generalização falsa e potencialmente perigosa. Antibiótico e analgesia isolados não resolvem adequadamente o foco uterino na maioria dos casos clinicamente relevantes, e a presença de drenagem vaginal não neutraliza a gravidade do processo infeccioso.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre piometra aberta e quadro seguro para tratamento apenas clínico: o corrimento vaginal foi supervalorizado, apesar de febre, desidratação, leucocitose com desvio à esquerda e azotemia indicarem repercussão sistêmica.
Dica para questões semelhantes
  • Em piometra, diferencie forma aberta de gravidade sistêmica: corrimento vaginal define cérvix aberta, mas não exclui toxemia nem necessidade de cirurgia.
  • Se o caso trouxer febre, depressão, desidratação, leucocitose com desvio e azotemia, trate isso como comprometimento sistêmico relevante.
  • Cio recente e corpos lúteos ativos reforçam a fisiopatologia progesterona-dependente e sustentam o diagnóstico de piometra.
  • Não confunda estabilização pré-operatória com exigência de normalização laboratorial completa antes do controle definitivo do foco infeccioso.

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oxe

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