A correta classificação dos resíduos gerados na manutenção a...

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Q3834376 Engenharia Ambiental e Sanitária
A correta classificação dos resíduos gerados na manutenção automotiva é essencial para o descarte seguro e a proteção ambiental, conforme determina a norma técnica vigente. Acerca da classificação de resíduos segundo a NBR 10004, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

( ) Os resíduos com características de inflamabilidade, como estopas embebidas em gasolina, são classificados como Classe I - Perigosos.
( ) Resíduos Inertes (Classe II B) são aqueles que, quando em contato com a água, não têm nenhum de seus constituintes solubilizados, como sucatas de ferro limpas.
( ) O filtro de óleo lubrificante usado, por conter hidrocarbonetos, é considerado um resíduo não inerte e não perigoso (Classe II A).
( ) Restos de tintas e solventes utilizados na repintura são considerados resíduos comuns e podem ser descartados no lixo orgânico.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão dependia de aplicar a NBR 10004 aos exemplos do enunciado: inflamabilidade caracteriza Classe I; resíduo inerte é o que, no ensaio de solubilização, não libera constituintes acima dos padrões de potabilidade; e resíduos contaminados por óleo, tinta ou solvente não se enquadram como lixo comum.

Tema central: Classificação de resíduos
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca o 2º item como falso, embora ele corresponda à definição de resíduo inerte da NBR 10004, e marca o 4º como verdadeiro, embora tintas e solventes não possam ser tratados como lixo orgânico.
B
Errada
Incorreta porque considera verdadeiro o 3º item. Filtro de óleo lubrificante usado, pela contaminação por óleo residual/hidrocarbonetos, não se enquadra como resíduo não perigoso Classe II A.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à sequência V, V, F, F, compatível com a NBR 10004. O primeiro item é verdadeiro, pois estopas embebidas em gasolina têm inflamabilidade e, por isso, são Classe I - perigosos. O segundo é verdadeiro, porque resíduo inerte (Classe II B) é aquele que, no teste de solubilização, não libera constituintes acima dos padrões de potabilidade; a sucata de ferro limpa se ajusta a esse critério. O terceiro é falso, porque filtro de óleo lubrificante usado, pela presença de óleo residual/hidrocarbonetos, não deve ser tratado como Classe II A não perigoso. O quarto é falso, porque restos de tintas e solventes não são resíduos comuns e não podem ser descartados no lixo orgânico.
D
Errada
Incorreta porque erra o 1º item: inflamabilidade caracteriza resíduo Classe I - perigoso. Também erra o 4º item ao admitir descarte comum para tintas e solventes, o que contraria sua natureza contaminante/perigosa.
E
Errada
Incorreta porque marca o 1º item como falso, apesar de resíduo inflamável ser perigoso, e marca o 3º como verdadeiro, apesar de filtro de óleo usado não ser Classe II A não perigoso.
Pegadinha da questão
A confusão estava em tratar o filtro de óleo usado como resíduo comum e em ignorar que sucata metálica só é inerte quando limpa, sem contaminação.
Dica para questões semelhantes
  • Se o resíduo apresenta característica de periculosidade, como inflamabilidade, a classificação esperada é Classe I.
  • Para reconhecer Classe II B, não basta olhar o material; é preciso considerar a condição de limpeza e o critério de solubilização da NBR 10004.
  • Resíduo contaminado por óleo, tinta ou solvente não deve ser presumido como Classe II A nem como lixo comum só pelo nome do objeto.
  • Na classificação, o ponto decisivo é a característica do resíduo e sua contaminação, não apenas o suporte físico.

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