Um cão Pastor Alemão, macho, 8 anos, castrado, 38 kg, é tra...

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Q3877716 Veterinária
Um cão Pastor Alemão, macho, 8 anos, castrado, 38 kg, é trazido à clínica veterinária devido à claudicação progressiva nos membros posteriores, pior ao levantar-se após períodos prolongados de repouso. O tutor relata que, nas últimas semanas, o animal tem evitado subir escadas, demonstra rigidez matinal, demora para iniciar a caminhada e, após exercícios moderados, apresenta aumento evidente do desconforto. No exame físico, o cão mantém postura arqueada lombar, com transferência de peso para os membros anteriores. À palpação, observa-se dor à manipulação das articulações coxofemorais e crepitação leve, além de redução do arco de movimento. O tutor relata também que, recentemente, o animal apresenta dificuldade para pular no carro, preferindo apoiar-se antes de subir. Não há histórico de trauma recente. No exame neurológico, a propriocepção está preservada, sem déficits sensoriais. Exames laboratoriais pré-operatórios mostram valores dentro da normalidade. Radiografias simples revelam osteófitos periarticulares, estreitamento do espaço articular, esclerose subcondral moderada e irregularidades na margem acetabular.

Com base no histórico, exame físico e achados de imagem, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é de
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a combinação de dor localizada nas articulações coxofemorais, limitação de movimento e radiografias com irregularidade da margem acetabular associada a osteófitos, estreitamento do espaço articular e esclerose subcondral; em cão de grande porte predisposto, esse padrão sustenta displasia coxofemoral como diagnóstico de base, e não apenas osteoartrite isolada.

Tema central: Displasia coxofemoral canina
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Polimiosite imunomediada é miopatia inflamatória e tenderia a produzir fraqueza muscular, intolerância ao exercício e dor muscular, não dor localizada à manipulação coxofemoral com crepitação, limitação articular e alterações radiográficas estruturais do quadril e do acetábulo. O caso mostra doença articular do quadril, não miopatia.
B
Errada
Incorreta. Ruptura parcial do ligamento cruzado cranial é afecção do estifle. O enunciado não fornece achados de joelho, como topografia dolorosa no estifle ou sinais ortopédicos compatíveis, e em vez disso localiza a dor nas articulações coxofemorais. Além disso, as alterações radiográficas descritas são acetabulares e degenerativas do quadril, não do estifle.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso traz um quadro crônico de afecção do quadril, com claudicação de membros posteriores, dificuldade para levantar, subir escadas e pular, dor à manipulação coxofemoral, crepitação e redução do arco de movimento. O achado que diferencia a etiologia de base da simples artrose é a irregularidade da margem acetabular, em um Pastor Alemão, raça predisposta. Assim, a osteoartrose descrita no exame de imagem é melhor interpretada como secundária à displasia coxofemoral.
D
Errada
Incorreta. Espondilose deformante é alteração degenerativa vertebral. A postura lombar arqueada pode confundir, mas aqui ela é explicável como postura antálgica secundária à dor de quadril. O núcleo do caso está na dor à manipulação coxofemoral, na crepitação, na limitação do arco de movimento e nas alterações acetabulares e articulares do quadril, não em achados vertebrais.
E
Errada
Incorreta. Os achados radiográficos realmente incluem osteoartrite, mas essa é a consequência degenerativa secundária e mais genérica. A questão permite identificar a causa de base porque há menção específica a dor coxofemoral, limitação do quadril e irregularidade da margem acetabular. Quando o enunciado define a etiologia anatômica do quadril, a resposta mais precisa é displasia coxofemoral, e não apenas osteoartrite isolada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a sequela radiográfica mais evidente, a osteoartrite, e o diagnóstico etiológico de base, a displasia coxofemoral; a irregularidade acetabular e a topografia coxofemoral é que resolvem essa dúvida.
Dica para questões semelhantes
  • Localize primeiro a afecção pelo exame físico: dor à manipulação coxofemoral, crepitação e redução de movimento apontam para quadril, não para músculo, joelho ou coluna.
  • Em claudicação crônica de membros posteriores com dificuldade para levantar, subir escadas e pular, valorize padrão de doença degenerativa do quadril.
  • Se a radiografia mostrar osteoartrose junto de alteração acetabular, pense na causa de base coxofemoral, não apenas na artrose como rótulo final.
  • Em alternativas concorrentes, prefira o diagnóstico mais específico sustentado pela topografia clínica e pela imagem.

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