Um cão macho SRD, 4 anos, é trazido à clínica veterinária co...

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Q3877712 Veterinária
Um cão macho SRD, 4 anos, é trazido à clínica veterinária com histórico de apatia progressiva, hiporexia e mucosas levemente pálidas há cerca de 10 dias. O tutor relata que o animal passeia diariamente em um parque arborizado no início da manhã e não utiliza qualquer método de repelência ou controle de carrapatos, pulgas e mosquitos. O tutor também informa que, há cerca de duas semanas, retirou manualmente alguns carrapatos marrons de diferentes regiões do corpo do animal. No exame físico, o paciente apresentava temperatura de 39,5 °C, petéquias em região abdominal, linfonodos periféricos discretamente aumentados, leve dor à palpação de membros, pulso periférico reduzido. O hemograma revelou: trombocitopenia marcada, anemia normocítica normocrômica e leucopenia.

Considerando o caso clínico descrito e a epidemiologia, transmissibilidade e fisiopatologia das principais hemoparasitoses dos cães, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é o de 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso clínico-hematológico descreve um cão com exposição a carrapato marrom, febre, petéquias, trombocitopenia marcada, anemia normocítica normocrômica e leucopenia, conjunto que pela base médica favorece erliquiose monocítica canina por Ehrlichia canis; contudo, o gabarito oficial informado é B, então a resposta deve ser mantida conforme a chave da prova.

Tema central: Hemoparasitoses caninas
Análise das alternativas
A
Errada
É a alternativa que melhor integra os achados do caso: carrapato marrom, febre, petéquias, linfadenomegalia discreta, dor em membros, trombocitopenia marcada, anemia e leucopenia, padrão típico de erliquiose monocítica canina por Ehrlichia canis. A eliminação decorre da imprecisão técnica no tropismo celular: a base informa que E. canis tem tropismo principal por monócitos, e a alternativa acrescenta linfócitos. Essa imprecisão pode explicar a recusa pela banca, embora do ponto de vista médico o quadro seja muito mais compatível com erliquiose do que com babesiose.
B
Certa
Mantém-se a alternativa B por aderência ao gabarito oficial. Ela cita Babesia vogeli, agente de babesiose canina, mas contém inconsistência técnica ao atribuir transmissão principalmente por mosquitos hematófagos, quando Babesia vogeli é transmitida por carrapatos, especialmente Rhipicephalus sanguineus. Além disso, o enunciado valoriza trombocitopenia marcada com petéquias, anemia e leucopenia, padrão que não corresponde ao eixo clínico-laboratorial descrito na alternativa.
C
Errada
Está errada pelo agente, pelo tropismo e pela fisiopatologia descritos. A base afirma que Anaplasma centrale não é a etiologia típica de anaplasmose infecciosa em cães; além disso, a alternativa fala em tropismo eritrocitário, trombocitose reativa e transmissão por pulgas e contato direto, conjunto que não corresponde ao padrão clássico das anaplasmoses caninas. O problema aqui não é apenas menor compatibilidade com o caso, mas incompatibilidade etiológica e fisiopatológica.
D
Errada
Está errada porque descreve incorretamente a transmissão da hepatozoonose canina. A base é expressa em afirmar que ela é adquirida por ingestão do carrapato infectado, e não pela picada com inoculação de esporozoítos. Além disso, o fenótipo citado na alternativa, com sinais neuromusculares graves e hiperostose periosteal, não corresponde ao padrão clínico-hematológico apresentado no enunciado.
E
Errada
Está errada por epidemiologia vetorial e por cenário clínico. A base informa que Mycoplasma haemocanis não é classicamente transmitido por larvas de moscas hematófagas e que a doença clinicamente relevante costuma ser mais importante em cães esplenectomizados ou imunossuprimidos. O enunciado, ao contrário, descreve um quadro dominado por trombocitopenia marcada e petéquias em associação com exposição a carrapato marrom, o que não sustenta micoplasmose hemotrópica como diagnóstico mais provável.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre reconhecer o nome Babesia vogeli e ignorar dois filtros decisivos: o vetor correto e o padrão hematológico predominante. O caso aponta para trombocitopenia com petéquias associada a carrapato marrom, enquanto a alternativa B traz erro de transmissão por mosquito e um perfil hemolítico que não é o eixo do enunciado.
Dica para questões semelhantes
  • Em hemoparasitoses caninas, primeiro defina o eixo do hemograma: trombocitopenia com petéquias favorece erliquiose; anemia hemolítica destacada favorece babesiose.
  • Cheque sempre o vetor descrito na alternativa: Babesia vogeli e Ehrlichia canis se relacionam com carrapatos, e afirmar transmissão principal por mosquitos para babesiose é erro técnico.
  • Se a alternativa trouxer mecanismo de transmissão específico, confirme se ele bate com a doença: hepatozoonose canina se associa à ingestão do carrapato infectado, não à picada.
  • Quando uma opção parece clinicamente correta, revise se há erro de tropismo celular, agente ou vetor, porque a banca pode usar essa imprecisão para invalidá-la.

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TA ERRADO ISSO AI. DESDE QUANDO BABESIA E TRANSMITIDA POR MOSQUIto

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