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Q3877708 Veterinária
O clínico veterinário por vezes precisa ter noções do uso de sedativos e tranquilizantes para que os exames físicos possam ser realizados preservando a integridade do paciente e do veterinário.
Sobre os conceitos básicos do uso de sedação na clínica veterinária de cães e gatos é correto afirmar que
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto médico decisivo é a comparação entre os fármacos: o diazepam tem miorrelaxamento e pouca depressão cardiorrespiratória, mas sua sedação isolada por via intramuscular em cães é errática; já a acepromazina é o tranquilizante classicamente mais compatível com contenção leve a moderada, sem analgesia. O gabarito oficial manteve a alternativa A, embora a base indique que B é a opção farmacologicamente mais consistente.

Tema central: Sedação em cães
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A foi mantida como correta por força do gabarito oficial e porque traz características verdadeiras do diazepam: benzodiazepínico com miorrelaxamento e mínima depressão respiratória, com pouca alteração de gases sanguíneos quando usado isoladamente. A ressalva técnica é que o próprio material-base registra que o diazepam não é sedativo confiável em cães por via intramuscular nem opção ideal para contenção química rotineira.
B
Errada
Esta alternativa descreve o perfil clássico da acepromazina: tranquilizante amplamente usado em cães, útil para contenção leve a moderada, com miorrelaxamento e pouca depressão respiratória clinicamente relevante. A base afirma expressamente que esta é a opção tecnicamente mais sólida. Ela é mantida como incorreta apenas para preservar o gabarito oficial, havendo conflito real entre a resposta oficial e a farmacologia veterinária consolidada.
C
Errada
Está errada porque atribui ao diazepam sedação profunda e estável por via intramuscular, o que contraria a base. Em cães, o diazepam isolado produz sedação inconsistente, e sua absorção/efeito por via IM é classicamente errática, de modo que não é fármaco de escolha para contenção que exija maior imobilidade.
D
Errada
Está errada por dois erros farmacológicos decisivos: a acepromazina não é indicada como agente isolado para sedação profunda e não possui analgesia clinicamente adequada. A base é explícita ao afirmar que acepromazina promove tranquilização e miorrelaxamento, mas sem analgesia; portanto, apresentá-la como opção apropriada para procedimentos invasivos é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso.
E
Errada
Está errada porque recomenda o diazepam como sedativo isolado para animal agitado e afirma sedação consistente por via intramuscular. A base nega exatamente esses pontos: em cães, especialmente hígidos ou agitados, benzodiazepínico isolado pode ser sedativamente inconsistente, até com excitação paradoxal, e a via IM do diazepam não é considerada confiável.
Pegadinha da questão
A banca misturou duas ideias diferentes: miorrelaxamento e baixa depressão respiratória do diazepam, que são verdadeiros, com sedação isolada confiável por via intramuscular, que não é classicamente aceita em cães. Isso faz a alternativa A parecer correta se o candidato valorizar apenas parte do perfil farmacológico.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie miorrelaxamento de sedação confiável: benzodiazepínico pode relaxar musculatura sem fornecer contenção química previsível em cão.
  • Se a alternativa atribuir ao diazepam IM sedação estável e consistente em cães, isso pesa contra a opção.
  • Acepromazina combina melhor com tranquilização leve a moderada e miorrelaxamento, mas não com analgesia nem com sedação profunda para procedimento invasivo.

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