Um cão dálmata, 4 anos, castrado, é atendido para consulta ...

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Q3879222 Veterinária
Um cão dálmata, 4 anos, castrado, é atendido para consulta de rotina. Ao exame físico, apresenta escore de condição corporal 8/9, acúmulo evidente de gordura abdominal e torácica, intolerância ao exercício e histórico de dieta hipercalórica associada ao sedentarismo.
Considerando a obesidade canina, é correto afirmar que 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo reconhecimento da obesidade canina como doença nutricional/metabólica multifatorial, com relevância clínica objetiva, associada a excesso calórico e sedentarismo no caso descrito; por isso, a alternativa correta é a que associa a obesidade a comorbidades e pior prognóstico.

Tema central: Obesidade canina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz a obesidade a alteração estética. Pela base, a obesidade canina tem repercussões funcionais, ortopédicas, inflamatórias, metabólicas e prognósticas. Exames laboratoriais normais não excluem doença clinicamente relevante, já que a sobrecarga mecânica, a intolerância ao exercício e o prejuízo de qualidade de vida podem existir independentemente de alterações laboratoriais iniciais.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a obesidade canina como condição com impacto clínico objetivo. O excesso de tecido adiposo gera sobrecarga locomotora, piora do condicionamento físico e participação metabólica/endócrina e inflamatória, aumentando o risco de afecções ortopédicas, metabólicas e endócrinas. Isso também compromete a tolerância ao exercício, a qualidade de vida e a expectativa de vida. Esse é exatamente o quadro compatível com o cão descrito.
C
Errada
Está errada porque nega o papel do manejo e do ambiente. A base afirma que a obesidade é multifatorial, mas o determinante fisiopatológico imediato é o balanço energético positivo sustentado. No próprio enunciado, dieta hipercalórica e sedentarismo são fatores causais centrais, portanto não se pode afirmar ocorrência independente de nutrição, atividade física e ambiente.
D
Errada
Está errada porque inverte o tratamento de base. O manejo prioritário da obesidade canina é controle calórico, ajuste nutricional e aumento de atividade física compatível. A base exclui anorexígenos como eixo terapêutico universal e também não reconhece alimentação crua como tratamento-padrão para obesidade. Essa formulação é tecnicamente inadequada porque desloca a conduta central para intervenções que não constituem a base do tratamento.
E
Errada
Está errada porque atribui vantagem anestésica inexistente ao paciente obeso. A base é explícita em que a obesidade não reduz risco anestésico; ao contrário, pode aumentá-lo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre obesidade como simples problema estético e obesidade como doença sistêmica, além da falsa ideia de que genética, fármacos ou ausência de alterações laboratoriais anulam o papel central do excesso calórico e das repercussões clínicas.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver escore corporal elevado com deposição adiposa evidente, trate obesidade como condição patológica com impacto mecânico e metabólico, não como achado cosmético.
  • Quando o enunciado trouxer dieta hipercalórica e sedentarismo, o eixo etiológico é balanço energético positivo, mesmo que exista predisposição genética.
  • No tratamento, procure como resposta correta o manejo com restrição calórica planejada, ajuste nutricional e atividade física; desconfie de alternativas que priorizem fármacos ou dietas não padronizadas.
  • Não use normalidade laboratorial isolada para descartar relevância clínica da obesidade.

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