Uma cadela Shih Tzu, de 6 anos, é levada à clínica com hist...

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Q3879215 Veterinária
Uma cadela Shih Tzu, de 6 anos, é levada à clínica com histórico de lacrimejamento excessivo, blefaroespasmo intenso e sensibilidade à luz há dois dias. O tutor relata que a cadela costuma esfregar o rosto nos móveis e apresenta ceratoconjuntivite seca leve, sendo tratada irregularmente com lágrimas artificiais. Ao exame físico ocular, notou-se: hiperemia conjuntival, córnea opacificada com bordas irregulares, presença de úlcera superficial central confirmada por teste de fluoresceína positivo, ausência de sinais de perfuração, sensibilidade dolorosa significativa à palpação periocular e eflexo pupilar preservado; o tônus ocular está normal e não há evidência de corpo estranho.

Nesse sentido, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) Shih Tzus e outras raças braquicefálicas apresentam maior predisposição a úlceras de córnea devido à exposição corneana e diminuição da qualidade do filme lacrimal.
( ) O uso de colírios com corticosteroides está indicado em úlceras superficiais não infectadas, pois ajudam a reduzir a inflamação e acelerar a cicatrização.
( ) O teste de fluoresceína é essencial para confirmar a presença e a extensão de úlceras de córnea, pois o corante adere ao estroma exposto.
( ) O tratamento inicial das úlceras superficiais inclui antibióticos tópicos de amplo espectro, analgesia e colar elizabetano para impedir autotraumatismo.
( ) Cílios invertidos, como os observados em casos de entrópio ou triquíase, podem causar microtraumas repetitivos na córnea e predispor à formação de úlceras, especialmente em raças braquicefálicas como a raça Shih Tzu.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A sequência correta decorre do reconhecimento de úlcera corneana superficial em cão braquicefálico: a fluoresceína confirma o defeito epitelial, corticosteroide tópico é contraindicado em córnea ulcerada, e o manejo inicial inclui antibiótico tópico, analgesia e prevenção de autotrauma.

Tema central: Úlcera corneana superficial
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque transforma em verdadeira a assertiva sobre corticosteroide tópico e em falsa a assertiva sobre tratamento inicial. Em córnea ulcerada, corticosteroides tópicos são contraindicados por retardarem a cicatrização e favorecerem infecção e melting corneano. Já antibiótico tópico, analgesia e colar elizabetano fazem parte da conduta inicial de úlcera superficial sem perfuração.
B
Errada
Incorreta porque nega vários pontos que a base considera verdadeiros: braquicefálicos têm predisposição anatômica e por filme lacrimal; a fluoresceína é exame essencial para confirmar defeito epitelial; o manejo inicial inclui antibiótico tópico, analgesia e prevenção de autotrauma; e cílios anômalos como em entrópio/triquíase causam microtrauma corneano. Apenas a assertiva do corticosteroide é falsa.
C
Errada
Incorreta porque erra ao marcar como falsa a predisposição dos braquicefálicos e a relação entre cílios invertidos e ulceração, ambas sustentadas pela fisiopatologia descrita na base. Além disso, considera o corticosteroide indicado, o que contraria a contraindicação farmacológica clássica na presença de úlcera corneana.
D
Errada
Incorreta porque a segunda assertiva é falsa e a quarta é verdadeira. Na úlcera corneana superficial sem perfuração, antibiótico tópico de amplo espectro, analgesia e colar elizabetano compõem a abordagem inicial usual. O erro da alternativa está em contrariar essa conduta padrão.
E
Certa
A alternativa E está correta porque reúne exatamente os pontos técnicos aplicáveis ao caso. A predisposição de Shih Tzus e outros braquicefálicos é real pela maior exposição corneana, vulnerabilidade do filme lacrimal e maior frequência de alterações palpebrais/ciliares; isso é reforçado no enunciado pelo histórico de ceratoconjuntivite seca. A fluoresceína positiva confirma perda epitelial ao impregnar o estroma exposto. Em úlcera corneana, corticosteroide tópico é contraindicado porque retarda a epitelização e aumenta risco de infecção e colagenólise. Como a lesão é superficial e sem perfuração, o manejo inicial descrito com antibiótico tópico de amplo espectro, analgesia e colar elizabetano está correto. Além disso, triquíase e entrópio produzem microtrauma repetitivo e são fatores predisponentes relevantes, especialmente em braquicefálicos.
Pegadinha da questão
A banca explora principalmente a confusão entre reduzir inflamação e poder usar corticosteroide tópico em qualquer afecção ocular; na úlcera corneana isso é contraindicado. Também cobra atenção ao fato de que fluoresceína cora estroma exposto e de que prevenção de autotrauma faz parte da conduta inicial.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver fluoresceína positiva, pense em perda epitelial com estroma exposto e confirme úlcera corneana superficial.
  • Diante de córnea ulcerada, exclua corticosteroide tópico como conduta, porque ele atrasa reparo e aumenta risco de complicação.
  • Em braquicefálicos, sempre valorize exposição corneana, KCS e alterações palpebrais/ciliares como fatores predisponentes.
  • Na úlcera superficial sem perfuração, procure a combinação de antibiótico tópico, analgesia e prevenção de autotrauma como manejo inicial.

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