Paciente felino SRD, 5 anos, fêmea, é atendida após sofrer ...

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Q3879208 Veterinária
Paciente felino SRD, 5 anos, fêmea, é atendida após sofrer atropelamento leve. No exame físico inicial, apresenta FC 180 bpm, FR 40 irpm e temperatura de 38,1 °C. A clínica utiliza a Escala de Dor Aguda da Universidade do Colorado, baseada em dois momentos: observação comportamental e avaliação manual da região afetada. Durante a observação ambiental, a paciente permanece na caixa de transporte, evita contato visual, mostra pouco interesse em explorar o consultório, mas não vocaliza espontaneamente. Ao abrir a caixa, ela permanece encolhida, com o corpo levemente arqueado, e aceita a saída somente após estímulo insistente. Na avaliação manual, ao palpar a região pélvica esquerda, a gata tensiona a musculatura, retrai o corpo, vocaliza discretamente e tenta se afastar, porém sem agressividade evidente.

Considerando os parâmetros comportamentais utilizados pela Escala de Colorado, é correto afirmar que, com relação à classificação mais provável do grau de dor aguda dessa paciente,
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Os achados combinam retraimento comportamental, redução da exploração ambiental, postura encolhida/arqueada e resposta reprodutível à palpação da região pélvica esquerda, com tensão muscular, retração corporal, vocalização discreta e tentativa de afastamento. Esse conjunto caracteriza dor aguda clinicamente relevante e é mais compatível com dor moderada do que com dor mínima/leve ou intensa/extrema.

Tema central: Dor aguda felina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz o quadro a estresse ambiental e ignora sinais específicos de dor. O enunciado descreve postura encolhida/arqueada, relutância em sair da caixa e, principalmente, resposta evocada à palpação da região pélvica com tensão muscular, vocalização e tentativa de afastamento. Essa resposta localizada à manipulação da área lesada afasta dor mínima ou ausência de dor clinicamente significativa.
B
Errada
Está errada por subestimar a intensidade como dor leve. Quando a palpação da área afetada provoca resposta defensiva nítida e consistente, com tensão, retração corporal, vocalização e evasão, a dor deixa de se encaixar melhor em grau leve e passa a corresponder a graduação intermediária. Atribuir essa vocalização apenas ao estresse contraria o fato de ela ocorrer de modo localizado sobre a região dolorosa.
C
Certa
A alternativa C é a que integra corretamente os dois momentos da avaliação comportamental. Na observação, há quietude excessiva, postura antiálgica e redução da exploração, achados compatíveis com dor em felinos. Na avaliação manual, a reação é localizada e reprodutível sobre a região traumatizada, com tensão, retração, vocalização discreta e evasão, o que confirma dor verdadeira e não apenas medo do ambiente. Como não há agressividade marcante, vocalização contínua, impossibilidade de manipulação ou reação explosiva, o quadro não alcança os graus mais altos; por isso, a classificação mais compatível é dor moderada.
D
Errada
Está errada porque superestima o quadro como dor intensa no grau mais alto sem base comportamental suficiente. Postura encolhida e vocalização durante a palpação, isoladamente, não definem dor severa. Faltam manifestações extremas descritas na base, como agressividade importante, vocalização persistente, reação explosiva, impossibilidade de exame ou refratariedade relevante ao manejo. Houve tentativa de afastamento, mas sem agressividade evidente.
E
Errada
Está errada porque mistura avaliação de dor com gravidade sistêmica sem sustentação no caso. Pouca exploração do ambiente e postura retraída podem ocorrer por dor e estresse, não significando necessariamente prostração grave, colapso ou comprometimento sistêmico importante. A escala mencionada é comportamental para dor aguda, e o enunciado não descreve estupor, choque ou sinais de colapso que justificariam o grau máximo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre estresse ambiental e dor em felinos: a ausência de vocalização espontânea pode levar à falsa impressão de dor mínima, mas a reação localizada e reproduzível à palpação da área traumatizada é o dado que confirma dor moderada.
Dica para questões semelhantes
  • Em felinos, não use ausência de vocalização espontânea para excluir dor; valorize postura encolhida, imobilidade relativa e baixa exploração.
  • Para diferenciar medo de dor, procure resposta localizada à palpação da área suspeita; isso pesa mais do que o retraimento isolado.
  • Classifique dor moderada quando houver alteração comportamental evidente somada a reação consistente ao estímulo doloroso, sem sinais de reação extrema.
  • Se a questão citar escala comportamental, não baseie a decisão principalmente em sinais vitais isolados.

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