O diabetes melito é uma das endocrinopatias mais frequentes...

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Q3879200 Veterinária
O diabetes melito é uma das endocrinopatias mais frequentes em pequenos animais. Ele pode ser classificado em tipo 1, tipo 2 ou tipo 3, dependendo do mecanismo fisiopatológico envolvido.
Sobre o diabetes melito tipo 2, é correto afirmar que se trata de uma doença
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão pede a classificação fisiopatológica do diabetes melito tipo 2 em pequenos animais: o ponto definidor é a resistência à insulina com produção endógena ainda presente, o que o diferencia do tipo 1, de deficiência absoluta de insulina.

Tema central: Diabetes melito tipo 2
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve deficiência absoluta de insulina: secreção endógena insuficiente para impedir cetogênese e quadro insulino-dependente. Esse padrão corresponde ao diabetes tipo 1, não ao tipo 2.
B
Certa
A alternativa B é correta porque descreve o diabetes tipo 2 como não dependente de insulina no sentido fisiopatológico, com secreção endógena de insulina geralmente preservada o suficiente para evitar cetose, mas insuficiente para vencer a resistência periférica e manter a normoglicemia. Esse é o mecanismo central cobrado pela questão.
C
Errada
Está errada porque a destruição autoimune das células beta pancreáticas com ausência total de insulina e dependência vitalícia de insulina exógena define diabetes tipo 1. O mecanismo etiopatogênico citado não é o do tipo 2, que mantém secreção endógena variável.
D
Errada
Está errada porque atribui o diabetes à hipersecreção de cortisol por hiperadrenocorticismo, o que caracteriza diabetes secundário, isto é, tipo 3/diabetogênico secundário, e não a definição de tipo 2.
E
Errada
Está errada porque reúne afirmações epidemiológicas e clínicas incompatíveis com o padrão clássico do diabetes felino com fenótipo semelhante ao tipo 2. Pela base, em felinos esse quadro costuma ocorrer mais em adultos ou idosos, frequentemente associado à obesidade e resistência à insulina, e não principalmente em jovens por pancreatite imunomediada. Além disso, a afirmação de que é 'sempre necessária' insulinoterapia imediata não é sustentada pela base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre classificação fisiopatológica e necessidade terapêutica de insulina: chamar o tipo 2 de não insulino-dependente não significa que insulina nunca possa ser usada, mas sim que não há deficiência absoluta de insulina como mecanismo definidor.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro separe deficiência absoluta de insulina de deficiência relativa com resistência periférica: isso diferencia tipo 1 de tipo 2.
  • Use a cetose como apoio, não como critério isolado: tendência maior à cetose aponta para deficiência absoluta de insulina.
  • Se a hiperglicemia vier de endocrinopatia diabetogênica, como hiperadrenocorticismo, pense em diabetes secundário e não em tipo 2 primário.

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