Considerando o uso de monitorização em pacientes de ...
A estimativa da responsividade a fluidos pela análise da Variação do Volume Sistólico não deve ser utilizada em pacientes sob ventilação pulmonar artificial com um baixo volume corrente (<10mL/Kg).
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a interpretação da Variação do Volume Sistólico (VVS) como estimativa da responsividade a fluidos em pacientes sob ventilação mecânica na UTI. Esse é um conceito crucial em manejo hemodinâmico intensivo, pois evita tanto a sobrecarga volêmica quanto a hipoperfusão.
Comentário e justificativa da alternativa correta:
Correta (C – certo): A análise da VVS só é confiável sob ventilação mecânica controlada, ritmo sinusal e volume corrente ≥8 mL/kg de peso predito. Volumes abaixo desse valor (<10 mL/kg, conforme a questão) não geram variações pressóricas suficientes para que a VVS consiga prever a resposta a fluidos de modo adequado. A limitação está embasada em diretrizes brasileiras e em revisões sistemáticas recentes.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 (Monitorização Hemodinâmica), “esse método só está validado [...] com volume corrente em 8 mL/kg de peso predito”. Volumes menores são insuficientes, pois reduzem a oscilação do retorno venoso induzida pela pressão intratorácica, o que compromete o valor da VVS. Dessa forma, não se deve utilizar a VVS para prever responsividade volêmica nesse cenário.
Revisão sistemática da Revista Brasileira de Terapia Intensiva reforça: “...aplicabilidade da VVS para predição da responsividade dinâmica a fluidos foi baixa [...], especialmente quando o volume corrente está abaixo do recomendado”.
Análise da alternativa incorreta:
Errado (E): Afirmar que a análise da VVS é válida em pacientes sob ventilação mecânica com baixo volume corrente está em desacordo com as evidências. Isso pode induzir à falsa interpretação dos dados de VVS e a decisões clínicas inadequadas, como infundir fluidos sem real benefício ou, pior, com risco de sobrecarga.
Dicas para a prova:
- Fique atento às condições necessárias para aplicar parâmetros dinâmicos como VVS/VPP.
- Sobre “baixo volume corrente”, sempre associe a limitação metodológica da VVS.
- Evite cair em pegadinhas sobre valores de corte – a maioria dos protocolos e das diretrizes usa 8 mL/kg ou parâmetros muito próximos.
Resumo: Não utilize VVS para estimar responsividade volêmica em pacientes sob ventilação com volume corrente inferior a 8 mL/kg.
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