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Q3840364 Educação Física

Em grupo de usuárias em tratamento adjuvante para câncer de mama, com queixas de fadiga persistente, redução da capacidade funcional e sintomas depressivos, a eMulti planeja intervenção com exercício físico supervisionado. Considerando as diretrizes para prescrição de exercício em oncologia e as evidências sobre segurança e eficácia, analise:


I.A fadiga relacionada ao câncer apresenta resposta paradoxal ao exercício: diferentemente da fadiga comum, tende a reduzir com atividade física regular em intensidade leve a moderada, sendo o repouso prolongado estratégia contraproducente para seu manejo.


II.O treinamento resistido progressivo é seguro e recomendado durante a quimioterapia em pacientes clinicamente estáveis, contribuindo para atenuação da perda de massa muscular e preservação da capacidade funcional, desde que respeitadas contraindicações hematológicas (plaquetopenia, neutropenia grave).


III.Em usuárias submetidas à dissecção de linfonodos axilares, o treinamento resistido de membros superiores deve ser evitado ou mantido em cargas muito leves indefinidamente, pois a sobrecarga mecânica aumenta o risco de desenvolvimento ou agravamento do linfedema.



É correto o que se afirma em:

Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão foi decidida pela combinação entre as diretrizes de exercício em oncologia e o caso de usuárias em tratamento adjuvante para câncer de mama: a evidência aponta que o exercício é seguro e benéfico, melhora fadiga e função física e não exige evitar resistência de membros superiores por medo de linfedema. Assim, I e II ficam verdadeiras e III falsa, o que leva à alternativa A.

Tema central: Exercício em oncologia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque combina exatamente os itens compatíveis com as diretrizes e consensos citados na base. O item I está correto: na fadiga relacionada ao câncer, a orientação é evitar inatividade, e a atividade física regular em intensidade leve a moderada tende a reduzir a fadiga, ao contrário da lógica de repouso prolongado. O item II também está correto: o treinamento resistido progressivo é considerado seguro e benéfico durante e após o tratamento em pacientes clinicamente estáveis, desde que haja triagem clínica e adaptação conforme toxicidades, limitações e contraindicações clínicas; a menção a plaquetopenia e neutropenia grave é compatível com essa lógica de precaução, embora a base não autorize detalhamento numérico. Como o item III contraria a evidência atual sobre linfedema e resistência de membros superiores, a combinação correta fica restrita a I e II.
B
Errada
Errada porque inclui o item III. A base afirma que a evidência consolidada não sustenta evitar indefinidamente o treinamento resistido de membros superiores após dissecção axilar, nem sustenta que a sobrecarga mecânica, por si só, aumente ou agrave linfedema quando o treinamento é adequadamente prescrito, progressivo e monitorado.
C
Errada
Errada porque exclui o item II, que está de acordo com o consenso em oncologia. A base é expressa ao afirmar que o exercício resistido/progressivo é seguro e benéfico durante a quimioterapia em pacientes clinicamente aptos, com necessidade de adaptações conforme efeitos adversos e contraindicações clínicas.
D
Errada
Errada porque toma o item III como correto, mas é justamente o item incompatível com a evidência atual. A recomendação antiga de evitar carga em membros superiores após dissecção axilar foi afastada pelo consenso; o critério correto é progressão supervisionada e monitoramento, não proibição permanente ou limitação indefinida a cargas muito leves.
E
Errada
Errada porque pressupõe verdadeiros os três itens. A base confirma I e II, mas nega III, já que o exercício não deve ser proibido indefinidamente com base em risco presumido de linfedema quando a prescrição é adequada.
Pegadinha da questão
A confusão real era dupla: tratar a fadiga relacionada ao câncer como se repouso prolongado fosse a principal conduta e reproduzir a recomendação antiga de evitar carga em membros superiores após dissecção axilar.
Dica para questões semelhantes
  • Em oncologia, parta da regra de evitar inatividade: fadiga relacionada ao câncer não se maneja com repouso prolongado como estratégia principal.
  • Treinamento resistido durante tratamento não é proibido por definição; a decisão depende de estabilidade clínica, triagem e adaptação da sessão.
  • Dissecção axilar não autoriza proibição permanente de exercício resistido para membros superiores; o parâmetro correto é progressão supervisionada com monitoramento.
  • A existência de contraindicações hematológicas ou outras precauções clínicas limita e ajusta a prescrição, mas não transforma o método em inadequado de forma geral.

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