Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...

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Q4154342 Patologia

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo feminino, de 35 anos, realiza estudo ultrassonográfico de rotina do abdome, sendo detectado nódulo hepático (3,0 cm), com comportamento bastante isoecogênico ao parênquima hepático, ao modo doppler apresentando artéria nutridora central e vasos menores radiais periféricos.



Baseado nestas características, o diagnóstico a ser sugerido é de: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Nódulo hepático isoecogênico em mulher jovem, com artéria nutridora central e vasos periféricos em disposição radial ao Doppler: esse padrão é classicamente compatível com hiperplasia nodular focal e define a alternativa correta.

Tema central: Padrão Doppler da hiperplasia nodular focal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o achado mais específico do caso é a arquitetura vascular com vaso central e ramos radiados ao Doppler, padrão radiopatológico classicamente associado à hiperplasia nodular focal. A isoecogenicidade da lesão ao parênquima hepático e o perfil de mulher jovem com nódulo incidental reforçam essa hipótese benigna, mas o elemento decisivo é o padrão vascular descrito.
B
Errada
Hemangioma hepático é incompatível com a descrição central da questão porque costuma ser hiperecogênico na ultrassonografia e não tem como padrão típico ao Doppler uma artéria central com vasos radiais periféricos. O Doppler descrito afasta hemangioma e favorece hiperplasia nodular focal.
C
Errada
Adenoma hepático pode entrar no diferencial por ocorrer em mulher jovem, mas isso não basta para o diagnóstico. O critério decisivo aqui é morfológico-vascular: a presença de artéria central com ramos radiados é típica de hiperplasia nodular focal e não constitui o padrão clássico do adenoma.
D
Errada
Hepatocarcinoma não é sustentado pelo perfil clínico-radiológico fornecido. A questão traz lesão pequena, incidental, em mulher jovem, sem contexto de hepatopatia crônica ou cirrose, e com padrão Doppler típico de hiperplasia nodular focal. Além disso, não se pode concluir hepatocarcinoma apenas pela presença de vascularização arterial em lesão hepática.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hiperplasia nodular focal e adenoma em mulher jovem com nódulo hepático; o desempate está no Doppler, porque o padrão com vaso central e ramos radiais é o achado decisivo da hiperplasia nodular focal.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão hepática focal, priorize o padrão vascular descrito antes de decidir pelo sexo e pela idade do paciente.
  • Vaso central com ramificações radiais ao Doppler aponta fortemente para hiperplasia nodular focal.
  • Não chame de hemangioma uma lesão que não tenha o padrão ultrassonográfico típico, especialmente se o Doppler mostrar arquitetura arterial central radial.

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