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Q1050266 Medicina
Criança de 2 anos e 12 Kg foi submetida à cirurgia de adenoidectomia sob anestesia geral balanceada. Durante a anestesia, apresentou episódio de taquicardia ventricular com instabilidade hemodinâmica que rapidamente evoluiu para fibrilação ventricular. A conduta imediata deve ser:
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Tema central: Esta questão aborda emergências anestésicas em pediatria, especificamente a conduta correta frente à fibrilação ventricular (FV) em uma criança sob anestesia geral. Trata-se de uma situação gravíssima, na qual o manejo imediato é fundamental para a sobrevida e o prognóstico neurológico da criança.

Justificativa da alternativa correta (E):
Para arritmias FV ou taquicardia ventricular (TV) sem pulso em pediatria, o protocolo internacional (inclusive os Manuais MSD e a American Heart Association 2020) recomenda a desfibrilação não sincronizada como primeira medida. A dose inicial deve ser 2 J/kg. Para uma criança de 12 kg, isso resulta em 24 joules na primeira tentativa. Choques subsequentes podem ser feitos com 4 J/kg.

Como referência, segundo o Manual MSD: "A dose de energia recomendada é de 2 joules/kg para o primeiro choque, aumentando até 4 joules/kg para tentativas adicionais".

Análise detalhada das alternativas:

A) Adrenalina 120 mcg IV: Embora importante na sequência da RCP, não é o primeiro passo na FV/TV sem pulso. A prioridade é interromper a arritmia com desfibrilação precoce.
B) Massagem do seio carotídeo: Indicada para algumas taquicardias supraventriculares, mas contraindicada na FV/TV sem pulso — situação sem pulso e sem contratilidade organizada.
C) Cardioversão com 12J: Cardioversão sincronizada é usada em arritmias com pulso (TV estável), não na situação de FV.
D) Desfibrilação com 12J: É uma dose inferior ao recomendado (2 J/kg). Não confundir quilos-peso com dose fixa.
E) Desfibrilação com 24J: Correto! Dose inicial exata para 12 kg. Desfibrilação precoce na energia certa é determinante para reversão das arritmias letais em pediatria.

Dicas importantes de prova:

Preste muita atenção no peso da criança e utilize cálculos rápidos: 2 J/kg (1ª tentativa), 4 J/kg (subsequentes). O examinador pode tentar induzir erro com doses baixas, trocando "cardioversão" por "desfibrilação" ou sugerindo administrar fármacos antes do choque em FV/TV sem pulso. A prioridade é sempre o choque elétrico!

Segundo as diretrizes internacionais: "A desfibrilação precoce em crianças com FV/TV sem pulso salva vidas e deve ser feita com a dose correta desde o primeiro choque."

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa E, desfibrilação com 24J. Durante a anestesia, o paciente apresentou uma arritmia grave que evoluiu para fibrilação ventricular, uma situação potencialmente fatal. A conduta imediata é a desfibrilação com uma energia inicial de 24J, que é geralmente suficiente para reverter a FV em pacientes pediátricos, seguida de suporte avançado de vida completo. A administração de adrenalina e a massagem do seio carotídeo não são eficazes no tratamento de FV e não são recomendadas como opções de tratamento. A cardioversão elétrica é usada para tratar arritmias, mas não é o tratamento de escolha para a FV. A desfibrilação elétrica é a única intervenção eficaz para tratar a FV.

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