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Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnó...

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Q3840347 Saúde Pública
Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnóstico epidemiológico. Considere uma região onde houve aumento abrupto no número de novos casos de doença infecciosa em curto período, caracterizando surto. A doença apresenta baixa letalidade, curta duração (recuperação em poucos dias) e não evolui para cronicidade. Nesse cenário, o comportamento esperado das medidas de frequência é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que, em doença aguda de curta duração, a prevalência não se acumula de forma sustentada, mesmo quando a incidência sobe no surto.

Tema central: Incidência e prevalência
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma estabilidade da incidência justamente em um cenário definido por aumento abrupto de casos novos. Isso contraria a noção de surto, que eleva a incidência.
B
Errada
Está errada porque pressupõe acúmulo relevante de casos em curso, fazendo a prevalência crescer mais que a incidência. Esse raciocínio não se sustenta em doença de curta duração e sem cronicidade, em que os casos saem rapidamente do estoque.
C
Errada
Está errada porque introduz uma causa não informada no enunciado: controle imediato do surto por saturação de suscetíveis. Além disso, o traço definidor do surto no cenário apresentado é o aumento da incidência, não sua redução como comportamento central esperado.
D
Errada
Está errada porque fala em aumento sustentado da prevalência ao longo dos meses após o surto. Isso conflita diretamente com a curta duração da doença e com a ausência de cronicidade, que impedem manutenção prolongada de casos prevalentes.
E
Certa
A alternativa E está correta porque, em um surto, há aumento expressivo de casos novos, isto é, da incidência. Como a doença tem curta duração e não cronifica, os casos deixam o estoque rapidamente, de modo que a prevalência tende a variar pouco ou apenas de forma transitória.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar incidência e prevalência como se aumentassem na mesma lógica e na mesma magnitude, ignorando que a duração curta da doença impede acúmulo de casos.
Dica para questões semelhantes
  • Em surto, primeiro verifique o que acontece com os casos novos: isso define o comportamento da incidência.
  • Para julgar a prevalência, não basta saber que surgiram muitos casos; é preciso olhar a duração da doença.
  • Doença aguda, curta e sem cronicidade tende a gerar pouca elevação ou elevação apenas transitória da prevalência, mesmo com incidência alta.
  • Não aceite explicações causais como imunidade coletiva ou saturação de suscetíveis se o enunciado não trouxer base para isso.

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