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Edge City: o que são e quais as vantagens de morar em uma?
Por Blog – Jardins do Parque
O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro “Edge City: Life on the New Frontier”, publicado em 1991. Garreau utilizou esse termo para descrever uma nova forma de desenvolvimento urbano que ele observou ao viajar pelos subúrbios das grandes cidades dos Estados Unidos na década de 80. [...]. Uma Edge City é um tipo de cidade que se encontra ao redor de um nó de transporte, como uma rodovia, e cresce como um subcentro comercial e residencial independente de uma cidade central.
Geralmente, Edges Cities são caracterizadas por edifícios de escritórios, shopping centers, hotéis, condomínios residenciais, além de outras estruturas que oferecem comodidades para seus moradores e visitantes. Essas cidades crescem por conta da expansão das redes de transporte e da necessidade de espaço e moradia fora das cidades centrais. Elas tendem a ter uma densidade populacional mais baixa do que os grandes centros urbanos e são planejadas com uma mistura de usos para torná-las mais acessíveis e convenientes aos seus moradores.
[...]
Todas as Edges Cities têm características em comum que as distinguem das outras. [...]. Essas cidades são planejadas para serem centros completos e autossuficientes, com uma mistura de usos que incluem habitação, comércio, serviços de saúde e lazer. Em uma Edge City típica, os escritórios e empresas estão localizados em parques empresariais, enquanto as áreas residenciais são compostas por apartamentos, condomínios ou casas. Restaurantes e lojas, normalmente, estão em centros comerciais e os espaços públicos têm parques, praças e áreas de lazer.
[...]
Edges Cities comportam uma densidade significativa de empregos em relação à sua população. Os trabalhos estão concentrados em setores, como tecnologia, finanças, serviços profissionais e de saúde. Há uma série de motivos que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização mais conveniente para os seus empregados. Ademais, a presença de muitas empresas e escritórios em uma Edge City ajuda na criação de uma economia local diversificada, no desenvolvimento de uma base de conhecimento especializado e na atração de trabalhadores qualificados.
Nos Estados Unidos, de acordo com uma reportagem do portal Biz Journal, foram usados 38,1 milhões de pés quadrados (o que são, aproximadamente, 3,5 milhões de metros quadrados em conversão livre) na construção de novos escritórios em Edges Cities. Essa demanda, conforme a reportagem, ocorre por conta de as empresas preferirem atuarem em ambientes que tenham facilidade de locomoção, opções de moradia para seus funcionários.
[...]
A mobilidade faz parte da rotina de quem mora em uma Edge City. Por isso, nessas cidades, é comum encontrar a presença de estradas bem planejadas e transportes públicos eficientes, tornando a cidade um centro competitivo e atraente tanto para as empresas quanto para as pessoas. Outro ponto que está atrelado à infraestrutura desse centro urbano é a ampla variedade de serviços públicos. Hospitais, escolas, universidades são essenciais para reter os residentes dessas cidades e incentivar que mais pessoas escolham ter suas vidas ali. [...]. No Brasil, podemos citar como exemplo o Alphaville em São Paulo, que, apesar de ser considerado um bairro, trouxe diversos conceitos do modelo de Edge City dos Estados Unidos.
Adaptado de: https://blog.jardinsdoparque.com.br/edge-city/. Acesso em: 23 ago. 2024.
Gabarito comentado
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Tema central: Pontuação — Uso dos dois-pontos. A questão avalia seu conhecimento sobre a função dos dois-pontos conforme a norma-padrão, tema comum em provas para cargos técnicos.
Justificativa da alternativa correta (E):
Na frase apresentada (“Há uma série de motivos que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização [...]”), os dois-pontos são empregados para explicitar e esclarecer os motivos já mencionados, detalhando quais são eles. De acordo com a norma-padrão ("Novíssima Gramática da Língua Portuguesa", de Cegalla), os dois-pontos indicam esclarecimento, explicação ou enumeração que decorre do que foi enunciado antes. Assim, a alternativa correta é a letra E: evidenciar um esclarecimento acerca do que foi enunciado.
Análise das alternativas incorretas:
A) introduzir uma enumeração de opiniões.
A enumeração apresentada não é de opiniões, mas de motivos objetivos; portanto, está incorreta.
B) assinalar o encerramento de uma ideia.
Os dois-pontos não indicam encerramento; servem para continuar e detalhar o que acaba de ser dito.
C) anunciar uma hesitação em relação ao que será exposto.
Esta opção deturpa o sentido dos dois-pontos, pois não há hesitação, mas sim clareza e objetividade ao introduzir a explicação.
D) sinalizar uma pausa mais intensa entre a primeira informação e a segunda.
Apesar de marcarem pausa, a função central do sinal aqui é a introdução de esclarecimento, não apenas a pausa.
Dica de prova: Sempre que houver um segmento que detalha, explica ou enumera o que foi dito antes, os dois-pontos provavelmente estão sendo usados para evidenciar esclarecimento ou enumeração explicativa — fique atento às palavras que indicam detalhamento!
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Comentários
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Na ocorrência dos dois pontos (:)
O que vem na depois dele é para esclarecer ou seja
Dando exemplos para realçar, confirmar o que foi dito
Qualquer coisa alguém me corrija aqui
O emprego dos dois pontos (:) serve para indicar uma pausa explicativa, conclusiva ou enumerativa, funcionando como um “aviso” de que algo está prestes a ser detalhado, explicado, exemplificado ou anunciado. Assim, as alternativas que mais indicavam a resposta correta eram a A) "introduzir uma enumeração de opiniões" e a E) "evidenciar um esclarecimento do que foi enunciado". Creio que a alternativa A) está incorreta porque fala de enumerar opiniões, quando na verdade era enumerar motivos. Assim, a alternativa E) restou correta.
Gabarito letra E!
"Há uma série de motivos...:custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização"
Entre a alternativa A) e E) acho difícil ter uma explicação plausível que diferencie as duas, visto que nem comentário de professor tem ainda...
Entendi que diferença entre fato e opinião não está no conteúdo superficial (“custo”, “espaço”, “localização”), mas no tipo de linguagem usada para apresentá-los:
- Fato = dados crus, neutros, verificáveis. Alternativa E)
- Opinião = julgamento, adjetivação, exagero, crença, percepção. Alternativa A)
Se as alternativas se mesclassem e dissessem “introduzir uma enumeração de razões subjetivas ou opiniões”, talvez estaria correta em outro contexto, mas não neste.
Então:
- "[...] que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização [...]” E) parece objetivo
- "[...] que fazem uma empresa migrar para essas cidades: aluguel barato demais para ser ignorado, um espaço que parece perfeito para crescer e uma localização que, na minha visão, é imbatível." A) parece subjetivo
Bem chatinha essa
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