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Q3192096 Medicina
Dada a tragédia ambiental vista no Rio Grande do Sul, uma infecção hepática viral tem aumentado sua taxa de incidência naquela localidade. Esse texto se refere ao aumento do nº de casos de:
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Tema central: aumento de casos de hepatite A após desastres ambientais com contaminação hídrica. Em enchentes, esgoto e água potável se misturam, favorecendo a transmissão fecal-oral de vírus entéricos, especialmente o HAV (vírus da hepatite A).

Alternativa correta: C – Hepatite A

A hepatite A é causada por um Picornavírus (RNA), transmitido por água/alimentos contaminados. Enchentes aumentam a exposição a fezes humanas, elevando a incidência de HAV. Diretrizes da OMS, do Ministério da Saúde e o UpToDate destacam surtos de hepatite A associados a falhas de saneamento e inundações. Quadro clínico típico: febre, mal-estar, náuseas, dor abdominal, colúria, acolia e icterícia; transaminases muito elevadas. Diagnóstico: sorologia com anti-HAV IgM positivo (fase aguda); IgG indica imunidade. Tratamento: suporte (hidratação, controle de náuseas); não cronifica. Prevenção: vacina anti-HAV (especialmente em surtos), higiene e segurança da água. Referências: OMS (Hepatitis A fact sheet), Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate, Protocolo do Ministério da Saúde.

Pegadinha da questão: após enchentes, muitos lembram da leptospirose, mas o enunciado enfatiza “infecção hepática viral”, o que direciona para HAV, não para bactérias ou protozoários.

Por que as demais estão incorretas?

A) Hepatite B: vírus DNA (Hepadnavírus), transmissão parenteral/sexual/perinatal. Enchentes não aumentam significativamente HBV. Pode cronificar; há vacina. Não é típica de transmissão hídrica.

B) Leptospirose: infecção bacteriana por Leptospira, associada a contato com água de enchente. Pode cursar com icterícia (síndrome de Weil), mas não é viral e não é hepatite viral; há miálgias, febre alta, sufusão conjuntival e possível insuficiência renal.

D) Amebíase enteroinvasiva: protozoose por Entamoeba histolytica; transmissão fecal-oral. Pode causar dissentia e abscesso hepático, porém não é viral. Enchentes podem elevar casos, mas o enunciado pede infecção “hepática viral”.

E) Hepatite C: vírus RNA (Flavivírus), transmissão parenteral (agulhas, hemoderivados). Não se dissemina por água/alimentos; geralmente assintomática na fase aguda e tende à cronicidade.

Estratégia de prova: associe as palavras-chave “enchente/contaminação da água” + “hepática viral” → pense em Hepatite A. Se o texto falasse apenas de “enchente” sem “viral”, a principal suspeita seria leptospirose; com “viral”, a resposta muda para HAV.

Referências rápidas: OMS – Hepatitis A; Ministério da Saúde – Protocolos de Hepatites Virais; UpToDate – Epidemiology and prevention of hepatitis A; Harrison’s – Viral Hepatitis.

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