"Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa"An...

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NOMOFOBIA: O QUE É, SINTOMAS E COMO EVITAR


Manuel Reis


    A nomofobia é um termo que descreve o medo de ficar sem contato com o celular, sendo uma palavra derivada da expressão inglesa "no mobile phone phobia". Este termo não é reconhecido pela comunidade médica, mas tem sido utilizado e estudado desde 2008 para descrever o comportamento de dependência e os sentimentos de angústia e ansiedade que algumas pessoas demonstram quando não têm o celular por perto.

  Normalmente a nomofobia é identificada principalmente em pré-adolescentes e adolescentes, já que são os que mais consomem esse tipo de tecnologia e permanecem mais tempo nas redes sociais.

   Por ser uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva a pessoa a sentir ansiedade por estar longe do celular, mas, em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.


Principais sintomas


Alguns sinais que podem ajudar a identificar que se tem nomofobia incluem:


• Sentir ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular; 

• Necessitar fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;

• Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;

• Acordar no meio da noite para ir ao celular;

• Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;

• Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa; 

• Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;

• Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;

• Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo de a bateria acabar. 


   Além disso, outros sintomas físicos que parecem estar associados aos sinais nomofobia são os de vício, como aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida.

   Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada e não é reconhecida como um transtorno psicológico, ainda não existe uma lista fixa de sintomas, existindo apenas vários formulários diversos que ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular. (...) 
"Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa"

Analisando os termos destacados no período acima, transcrito do texto, é INCORRETO estabelecer a seguinte relação sintática:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: A questão cobra análise sintática de termos destacados em uma oração, exigindo conhecimento sobre função sintática e classes gramaticais de acordo com a norma-padrão.

Justificativa para a alternativa CORRETA (A):

O ponto central para resolver a questão é entender o uso do verbo "esquecer" na frase “quando se esquece o celular em casa”. Observe que, quando o verbo é usado de forma pronominal (ou seja, acompanhado do pronome "se"), a norma culta exige a preposição “de”: esquecer-se de algo, e não apenas “esquecer algo”. Portanto, a forma correta seria “quando se esquece do celular em casa”.

Dessa forma, “o celular” nesta construção não é objeto direto, pois deveria estar antecedido da preposição. Assim, a alternativa A está INCORRETA, porque atribui uma função sintática que não se confirma na norma padrão para verbos pronominais (Cunha & Cintra, 2013; Bechara, 2009).

Análise das alternativas INCORRETAS (mas dadas como corretas no enunciado):

B) “chateado” – predicativo do sujeito: O verbo “ficar” é de ligação e “chateado” caracteriza o sujeito (“quem fica” está “chateado”). Correta.

C) “em casa” – adjunto adverbial de lugar: Indica o lugar onde a ação ocorre (“em casa”). Correta.

D) “muito” – adjunto adverbial de intensidade: Intensifica o adjetivo “chateado”. Correta.

E) “quando” – conjunção subordinativa temporal: Inicia oração temporal explicando o momento da ação (“quando se esquece”). Correta.

Dica de prova: Atenção aos verbos pronominais e à exigência de preposição! Muitos candidatos confundem “esquecer o celular” (transitivo direto, sem o pronome) com “esquecer-se do celular” (pronominal, exige preposição, logo objeto indireto).

Consultando Cunha & Cintra e Bechara: o objeto direto não se utiliza em verbos pronominais, pois há regência com preposição (“esquecer-se de algo”), mudando a função para objeto indireto (Nova Gramática do Português Contemporâneo, seção 5.2).

Resumo: A alternativa A é incorreta conforme a regra de regência verbal dos verbos pronominais. As demais estão adequadas segundo a sintaxe normativa.

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VTD+ se = sujeito paciente e não objeto direto. Gabarito letra A

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