Durante o plantão no pronto atendimento, a técnica de enfer...

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Q3910959 Enfermagem
 Durante o plantão no pronto atendimento, a técnica de enfermagem Bibiana recebe a prescrição de administrar digoxina a um paciente idoso. Na ficha de atendimento, consta que ele possui insuficiência cardíaca. Previamente à administração, a profissional verifica o pulso apical e encontra 48 bpm. O idoso também relata náuseas e visão embaçada. Qual deve ser a conduta de Bibiana? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pulso apical de 48 bpm, com náuseas e visão embaçada, é achado compatível com toxicidade/intolerância à digoxina e contraindica a administração no momento; a conduta segura é reter a dose e comunicar imediatamente o enfermeiro.

Tema central: Segurança com digoxina
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. A existência de prescrição médica não autoriza administração automática quando a checagem prévia identifica risco objetivo. Pulso apical de 48 bpm, somado a náuseas e visão embaçada, aponta para possível toxicidade/intolerância à digoxina e contraindica a administração naquele momento.
B
Errada
Errada. Reduzir a dose por conta própria é inadequado, porque a equipe de enfermagem não deve fazer ajuste posológico sem nova prescrição. Além disso, náuseas e visão embaçada, nesse contexto, não podem ser tratadas como sintomas banais do idoso, pois são manifestações clássicas de toxicidade digitálica, especialmente quando associadas à bradicardia.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a digoxina pode reduzir a frequência cardíaca e a condução AV, e a combinação de bradicardia importante com náuseas e alteração visual é incompatível com administração segura naquele momento. A checagem do pulso apical antes da dose é uma medida de segurança da enfermagem, e esses achados impõem suspensão da administração e comunicação imediata ao enfermeiro para avaliação e providências.
D
Errada
Errada. O erro está antes da monitorização: o paciente já apresenta sinais que tornam insegura a dose. Monitorar após administrar não corrige a falha de ter oferecido digoxina apesar de bradicardia importante e sintomas sugestivos de toxicidade.
E
Errada
Errada. Oferecer alimento não trata o problema central, que é a possibilidade de toxicidade digitálica com bradicardia. A náusea, nesse cenário, é sinal de alerta farmacológico quando aparece junto com visão embaçada e pulso apical baixo, e não um efeito gastrointestinal isolado a ser apenas amenizado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre cumprir a prescrição e administrar com segurança: a prescrição existe, mas os achados prévios obrigam a retenção da digoxina. Também tenta induzir o erro de banalizar náuseas e visão embaçada como sintomas inespecíficos do idoso.
Dica para questões semelhantes
  • Em digoxina, valorize a checagem do pulso apical antes da administração; frequência muito baixa muda a conduta.
  • Náuseas e alterações visuais em paciente com digoxina, sobretudo com bradicardia, devem ser lidas como sinal de possível toxicidade/intolerância.
  • Se houver sinal objetivo de risco antes da dose, a conduta é reter e comunicar a equipe responsável, não administrar e observar depois.
  • Não aceite alternativas que proponham reduzir dose por iniciativa própria da enfermagem.

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