A histerectomia total abdominal com a mola in situ pode ser...
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Tema central: Conduta na gestação trofoblástica (mola hidatiforme) — quando indicar histerectomia total abdominal com a mola in situ como alternativa terapêutica.
Alternativa correta: E — 40 anos.
Justificativa: Em mola hidatiforme, o tratamento padrão é a esvaziamento uterino por aspiração a vácuo. Contudo, para mulheres ≥ 40 anos e sem desejo reprodutivo, a histerectomia total abdominal com a mola in situ é opção válida, pois a idade ≥ 40 é fator de risco importante para evolução a neoplasia trofoblástica gestacional (NTG). A histerectomia reduz significativamente o risco de NTG pós-molar (aproximadamente para 3–5%), embora não elimine a necessidade de seguimento com β-hCG e eventual quimioterapia se NTG se desenvolver. Essa recomendação é consistente com FIGO/ISSTD, UpToDate e diretrizes da FEBRASGO.
Raciocínio clínico resumido: Idade avançada aumenta a chance de mola completa e de NTG persistente. Em pacientes sem desejo gestacional, remover o útero com a mola (ovários preservados) reduz a carga tumoral e a chance de doença persistente, simplificando o seguimento.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
- 30 anos (A), 35 anos (B) e 36 anos (C): abaixo do ponto de inflexão de risco. Nessas idades, a maioria ainda tem potencial/desejo reprodutivo, e as diretrizes não recomendam histerectomia como alternativa rotineira; mantém-se a aspiração a vácuo como padrão.
- 38 anos (D): embora o risco aumente progressivamente com a idade, o cutoff clássico adotado em diretrizes e provas é 40 anos. Logo, 38 não atende ao critério de elegibilidade canônico.
Dicas de prova (pegadinha): Atenção ao termo “acima de”. Em concursos, o ponto de corte aceito é 40 anos. Alternativas como 36 ou 38 costumam aparecer para confundir. Associe “mola + sem desejo reprodutivo + ≥40 anos” à possibilidade de histerectomia.
Complemento útil para prática: Mesmo após histerectomia, realizar seguimento seriado do β-hCG (semanal até negativar, depois mensal por 6–12 meses), contracepção eficaz durante o seguimento e vigilância clínica. Ooforectomia não é indicada de rotina, mesmo com cistos tecaluteínicos.
Referências essenciais: FIGO/ISSTD Guidelines for GTD; UpToDate – Hydatidiform mole: Management (acesso 2024); RCOG Green-top Guideline sobre GTD; Diretrizes FEBRASGO – Doença Trofoblástica Gestacional.
Gabarito: E
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