Devido aos riscos de atonia uterina decorrente da sobredist...
I - Monitorar o sangramento vaginal e a contratilidade uterina.
II - Manter ocitocina por pelo menos quatro horas.
III - Ter disponíveis outras drogas uterotônicas, como os derivados do ergot e misoprostol.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: prevenção de atonia uterina e hemorragia pós-parto (HPP) em partos gemelares, nos quais há sobredistensão uterina e maior risco de falha contrátil.
Fisiopatologia resumida: a sobredistensão reduz o encurtamento eficaz das fibras miometriais, prejudicando a hemostasia por “ligadura viva” dos vasos placentários — resultando em atonia e HPP.
Gabarito: Alternativa A — I, II e III.
Por que está correta:
I) Monitorar sangramento e contratilidade: avaliação seriada do volume de perda, tônus uterino (palpação do fundo) e sinais vitais permite detectar precocemente HPP. Recomendado em pacientes de alto risco (gestação múltipla). Referências: OMS 2018; ACOG PB 183; Ministério da Saúde-Brasil.
II) Manter ocitocina por pelo menos 4 horas: em alto risco de atonia, manter infusão (ex.: 10–40 UI em 500–1000 mL) por 2–4 h ou até tônus adequado reduz HPP. Em gemelares, “≥4 h” é conduta segura e frequentemente adotada. Referências: ACOG 2017; FIGO 2022; MS-Brasil.
III) Disponibilizar outras uterotônicas: ter à mão metilergometrina/ergonovina (evitar em hipertensas), misoprostol (600–800 mcg VO/SL/retal em prevenção/adiuvância) e carboprost (contraindicado em asma) é parte do pacote de segurança. Referências: OMS; FIGO; UpToDate.
Estratégia de prova: identifique “gemelar/sobredistensão” como alto risco de atonia. Nessas situações, pense em: monitorização intensiva + ocitocina contínua + prontidão com uterotônicos de segunda linha.
Análise das alternativas:
B (I e II): incompleta, pois omite a necessidade de prontidão terapêutica com outras drogas, essencial em alto risco.
C (II e III): falha ao excluir a monitorização, que é a principal medida para diagnóstico precoce de HPP.
D (III): isolada, não contempla nem a profilaxia com ocitocina nem o monitoramento, pilares da prevenção.
E (II): reduzir HPP não depende apenas da infusão; sem vigilância e sem drogas de resgate, aumenta o risco de atraso no manejo.
Dicas práticas: após a dequitação em gemelares: massageie o útero, mantenha ocitocina em infusão por ≥4 h, reavalie tônus e perdas a cada 15–30 min inicialmente, e tenha uterotônicos de segunda linha e material para manejo de HPP disponíveis.
Referências: OMS (Recommendations on Uterotonics, 2018); ACOG Practice Bulletin 183 (Postpartum Hemorrhage); FIGO 2022 PPH bundle; Ministério da Saúde do Brasil – Atenção ao Parto e Nascimento.
Resposta final: Alternativa A.
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