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Q3615642 Radiologia
 Para avaliar uma lesão traumática no ombro, o médico solicitou uma série radiográfica completa da articulação glenoumeral para avaliar possível fratura ou luxação. No que se refere aos exames para avaliação radiográfica do ombro: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Avaliação radiográfica do ombro em trauma visa identificar fraturas e luxações da articulação glenoumeral. A série essencial inclui: AP verdadeira (Grashey), escapular Y (oblíqua anterior) e uma axilar (inferossuperior/Velpeau) ou Garth quando há suspeita de luxação posterior.

Alternativa correta – A: A projeção escapular Y (também chamada oblíqua anterior do ombro, em RAO/LAO ~45–60°) oferece uma lateral verdadeira da escápula, perfilando acromião e processo coracoide que formam o “Y”. Ela é excelente para avaliar a relação cabeça umeral–glenoide em luxações (a cabeça projeta-se anterior ou posteriormente ao “Y”). O raio central é habitualmente perpendicular. Referências: Bontrager & Lampignano; Merrill’s.

Por que as demais estão incorretas?

B – A Garth (AP oblíqua apical axial) é de fato excelente em luxação posterior e lesões de Hill-Sachs/Bankart, porém não usa raio perpendicular. Exige angulação caudal de ~45° com o paciente em AP oblíquo (~45°) para projetar adequadamente a cabeça umeral em relação à glenoide. Logo, a técnica descrita está incorreta. (Bontrager; Merrill’s; ACR Appropriateness Criteria – Acute Shoulder Pain)

C – A incidência Neer tangencial (outlet do supraespinal) é feita em geral em oblíqua anterior com angulação caudal de 10–15°, mas sua indicação principal é síndrome do impacto (avaliação do arco coracoacromial/supraspinhal), não a mensuração direta do “espaço subacromial” em trauma. Dizer que “precisa ser” nessa posição para avaliar espaço subacromial generaliza um uso que não é o foco dessa incidência no contexto de suspeita de fratura/luxação. (Merrill’s; UpToDate – Shoulder impingement)

D – A AP verdadeira (Grashey) abre a articulação glenoumeral por rotacionar o paciente 35–45° em direção ao ombro afetado, com RC perpendicular à articulação. Não se utiliza angulação cefálica de 30–45°. Essa angulação distorce e fecha o espaço articular. (Bontrager; Merrill’s)

Estrategias para a prova:

  • Escapular Y: pense “lateral da escápula” e avaliação de luxação sem mobilizar o braço.
  • Grashey: “AP verdadeira” = abrir a glenoumeral por rotação do paciente, sem angulação do tubo.
  • Garth: memorize o “45–45” (corpo e RC caudal ~45°) para luxação posterior.
  • Neer: “outlet” para impacto, não é padrão primário na série de trauma glenoumeral.

Referências essenciais: Bontrager & Lampignano – Radiographic Positioning; Merrill’s Atlas of Radiographic Positioning; ACR Appropriateness Criteria: Acute Shoulder Pain (trauma).

Gabarito: A

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